Fantasticontos, escritos e literários

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Marauders do Kai’ront


Stílzie acordou com o sol passando pela fresta do cortinado metálico e batendo diretamente em seu rosto. Pegou o tapa olho que costumava usar e colocou na frente da prótese de lente biônica, fazendo com que conseguisse enxergar melhor com seu olho normal na penumbra do quarto, ao invés do sombreamento esverdeado causado pelo sol laranja em seu implante e melhorando o faseamento luminoso que teimosamente enviava a seu cérebro, causando certo incômodo. Percebeu, afinal aquele era seu lar desde o nascimento, que a nave estava mais devagar e logo sentiu os trancos. Estavam aportando em Gokr – D, uma das bases estacionadas ao redor do planeta Gokr.

Olhou o rosto do homem que dormia pesadamente. Espécie estranha – pensou – mas havia gostado dele desde o momento da abdução e, além de serem compatíveis, tinha certeza que o sentimento era recíproco. Riu-se lembrando dos gritos e da revolta deles enquanto os tripulantes da astronave tentavam retirá-los do módulo de apreensão. De início pensaram que portava algum tipo de arma que teimava em segurar, mas descobriram rapidamente se tratar de um comunicador com um tipo rudimentar de inteligência artificial. Todos eles possuíam um que jamais conseguiriam usar outra vez.

O capitão-mor da nave havia mandado o módulo com seis sondas preparadas para captura. Estavam em uma zona do espaço que pertenciam ao Jrows, então tinham que tomar o maior cuidado, afinal não queriam problemas com eles. Além disso, a civilização daquele mundo era relativamente avançada, com armas perigosas. O capitão-mor sempre definia as capturas entre aptos para fazer parte da tripulação e os não aptos, que seriam vendidos em qualquer mercado de estação espacial, planetóide ou planeta por onde passassem. Haviam dado sorte naquele lote e quatro das sondas enviadas haviam conseguido captura e todos eram aptos, inclusive a fêmea, Myrian que foi a única a ser aproveitada na atividade-fim daquele grupo de marauders, em equipes de abordagem.

Impressionante como haviam se passado cinco ciclos desde que ele havia sido capturado. Vestiu-se rapidamente, pois não estava em seus aposentos, beijou os lábios de Lars, mais um dos costumes estranhos que aprendeu com ele, e foi para a ponte onde o segundo capitão, seu irmão Szim, entregava o comando para seu sucessor.

Foi até o piloto e pediu que ficasse um pouco mais enquanto ela se higienizava. Desceu no transporte até o deck dormitório e entrou no seu aposento. O dela, assim como dos outros oficiais, ficava no local mais protegido da nave. Higienizou-se rapidamente enquanto era observada pelo seu frimer de estimação, que parecia ter dormido todo o seu período de descanso em cima de sua cama. Voltou para a ponte.

O Capitão-mor a incumbiu de negociar em Gokr os costumeiros escambos e vendas dos resultados de algumas salvagens que haviam conseguido em espaço Jrows. Ela encaminhou os arquivos às centenas de pontos de escambos da cidade-capital e logo começou o leilão virtual pelas mercadorias. Tinham esperança de arrecadar muitos créditos. Passou grande parte do dia escolhendo o que seria negociado e repassou a lista ao primeiro capitão do que seria enviado ao responsável pelas trocas.

Stílzie foi para seu dormitório quando terminou a tarefa, mas antes acionou o seu localizador para saber onde estava seu namorado. Sorriu, querendo promovê-lo a marido o mais rápido possível, antes que outra o fizesse.

Jon Cougar era o capitão-mor da caravela Kai’ront desde que ela nasceu e abertamente não gostava dos Jrows. O grande problema, segundo ele, é que os Jrows achavam que tudo o que havia na área neutra, e em seu território lhes pertencia, principalmente as naves, que atacavam e por vezes deixavam à deriva no espaço. Para os Marauders aquelas naves eram um prato cheio.

Stílzie estava acordada há horas e precisava descansar. Foi para seu aposento, deitou e dormiu rapidamente. Acordou com o alarme tocando, olhou para o monitor na parede e viu seu nome na prioridade. O grupo de comando da caravela era formado pelos três capitães, dois conselheiros de maquinárias e três pilotos. A Kai’ront era pequena e tinha tripulação constituída por pouco mais de cento e setenta tripulantes. Ela era um dos pilotos.

– Merda! Nem consegui dormir direito – disse alto para o holograma do segundo capitão a sua frente.

– Desculpe Stílzie – disse ele rindo da irmã mais nova – você tem que vir para o comando rapidamente.

Em pouco tempo ela chegou e logo foi informada que um dos grupos de troca fora emboscado na capital Gokr por um grupo formado por sequestradores. As autoridades Gokr passaram a denominá-los de terror 9, devido ao elevado número de sequestros de que eram acusados.

Oito tripulantes faziam parte do grupo atacado e seus sinalizadores vitais indicavam que seis estavam mortos e dois ainda vivos, mas devido a tecnologia de embaralhamento de sinais usada no planeta era impossível a localização precisa deles.

Ao ver a lista dos que haviam sido atacados Stílzie fechou os olhos. Algo remoeu-a por dentro e ela parou de escutar a discussão que se seguia na sala do capitão-mor.

– Quando vamos recuperá-los? – Perguntou aos dois homens à sua frente.

Seu irmão abaixou os olhos de início e em seguida olhou para o capitão-mor que permanecia em silêncio.

– Nem temos certeza se estão presos, piloto – disse o capitão-mor – não pediram resgate.

Stílzie retirou uma adaga que ficava presa em uma bainha em seu braço esquerdo e em seguida bateu com o cabo na mesa fazendo um barulho razoável. Todos pararam de falar e olharam para ela.

– Quando vai recuperá-los capitão? – Perguntou suavemente, olhando o capitão-mor que permanecia indiferente ao que acontecia.

O homem se levantou e respondeu em voz baixa, mas firme olhando a nos olhos.

– Não vou. Se o quer de volta – disse retorcendo o que lhe restava do rosto – decida o que vai fazer, mas não vai envolver a nave ou a tripulação.

Szim ficou olhando sua única irmã viva sair da sala. O rosto dela estava impassível e seu andar era lento e constante. Olhou para o capitão-mor que parecia sorrir e balançar a cabeça negativamente. Ambos sabiam que ela ia atrás dos tripulantes, afinal um deles era seu namorado.

Stílzie colocou sua armadura de abordagem e decidiu descer em um dos módulos da estação, já que não poderia envolver a Kai’ront. Também não comunicou às autoridades sua descida, ainda não tinham recebido pedido de resgate dos sequestradores na nave, o que não era de todo ruim. Planejou pousar no espaçoporto e procurar Lars. Estava com créditos nos bolsos e ela sabia que, naquele lugar, créditos compravam tudo.

Percebeu a chegada de um módulo de deslocamento Gokr, mas na área de atracagem das caravelas isso era comum, podia ser qualquer coisa e não perderia seu tempo com aquilo. Em breve chegaria no espaçoporto. Ela tinha muita pressa naquele momento.

Szim estava preocupado com a irmã, perderam o contato com módulo onde ela estava assim que entrou na atmosfera e para complicar as autoridades de GoKr haviam aumentado a potência dos embaralhadores de sinais com a chegada de duas naves Jrows, impossibilitando de vez a identificação de quem quer que fosse. Entrou na sala de comando e imediatamente o capitão-mor avisou:

– Temos um pedido de resgate.

****

A descida da base Gokr–D para Gokr-prime poderia ser entediante se fosse feita pelos elevadores orbitais, e como tinha pressa, então o melhor, sem dúvida, era um dos módulos de deslocamento, que era muito mais rápido, afinal quem queria ficar um dia inteiro em um “elevador orbital”? Ainda mais quando tempo era algo crucial. Se a questão fosse só monetária, e o era, seria fácil resolver, afinal sua parte no butim resolveria e com folga o valor do deslocamento.

Não tinha tempo a perder. Desceu do módulo de deslocamento, atravessou a parte militarizada do porto e foi direto ao grande mercado de Gokr que o circundava. Olhou para trás uma série de vezes, chegou a parar na entrada de uma das milhares de lojas de comida e observou a multidão. Nada. Vasculhou o céu a procura de drones-vigias, mas os poucos drones que viu não lhe pareceram suspeitos por serem apenas drones-propagandas. Entrou em um dos muquifos que vendiam roupas usadas, comprou uma, dirigiu-se a uma das inúmeras saídas do mercado e desapareceu na cidade gigantesca.

Depois de andar por algum tempo, concluiu que se quisesse desaparecer, ali seria o melhor lugar para isso. A cidade era uma confusão total de nativos e de centenas de espécies diferentes que habitavam o lugar, que poderia facilmente contar com mais de duzentos milhões de criaturas. Era o lugar perfeito para a escória da galáxia se refugiar, aí incluídos os ditos proprietários, os Jrows.

Parou um instante para pensar. Olhou para o cruzamento e o reconheceu, era o único que havia visto em que nove ruas desembocavam em um tipo de área de recreação, onde milhares de pessoas pareciam ziguezaguear e perambular loucamente em um espaço diminuto. Viu um dos luminosos tridimensionais e o reconheceu. Andou entre a multidão até um local e olhou para trás, reconhecendo a rua de imediato. Puxou o capuz sobre a cabeça e desapareceu nela.

Sabia que tinha tomado uma pancada na cabeça, só não se lembrava como tinha acontecido. Estava a cada momento mais dentro da cidade que lhe haviam dito possuir mais de noventa mil pessoas por quilômetro quadrado, muita gente para pouco espaço. Foi até um dos inúmeros vertedouros de água, acionou e bebeu até matar a sede, aproveitando para pegar um pouco para jogar na cabeça e lavar o rosto. Sentiu o cansaço intenso devido ao calor, entrou em uma ruela fina que desembocava em um tipo de lixeira, procurou desesperadamente por algo que pudesse usar para se defender, se necessário, até encontrar uma barra de liga de metalplást quebrada. A fratura do objeto lembrava uma lança. Foi até um canto de parede rachada, sentou e dormiu por alguns instantes.

Gritos chamaram sua atenção. Levantou rápido a ponto de ver os habitantes da cidade capital fugindo das milícias de choque Jrows, passando na rua principal. Certamente eram tripulantes das astronaves que haviam chegado há pouco. Dois deles pararam e alguém que estava escondido em uma reentrância na parede um pouco à sua frente tentou correr. Um Jrow disparou algo em sua direção, acertando-o nas pernas. O estranho caiu de joelhos segurando sua perna esquerda, olhou em seus olhos, eram puros medo e dor, levou outro impacto, seu corpo inteiro brilhou enquanto era lentamente desintegrado.

O Jrow que havia atirado na pobre criatura se aproximou alguns metros e viu sua silhueta, tentou lhe apontar a arma, mas era tarde demais. O medo naquele momento e o terror tomaram conta de sua alma. Percebeu que não tinha mais opção, teria que lutar, então deu um par de passos à frente com a barra em riste e atravessou-lhe a garganta com ela. Era muito mais rápido e ágil, o Jrow olhou com surpresa e começou a desabar. O segundo Jrow atirou a esmo acertando a armadura do colega que parecia mais surpreso ainda, certamente não estava acostumado a ser atacado. Ainda tentou alcançar a arma e caiu quebrando a barra em duas partes.

O medo aumentava, tinha que sair dali. Ser desintegrado definitivamente não era uma opção, então se abaixou e pegou a parte menor da barra e pulou na direção do outro agressor, usando a parte quebrada para perfurar o pescoço do Jrow, que caiu.

Armadura ruim, pensou ao retirá-la do Jrow, mas vai me servir. Eram armaduras mais leves e simples, de equipes de milícias de choque, não as usadas por guerreiros de astronaves. Alguém havia lhe explicado a diferença, mas não lembrava quando. Não importava. Tinha que se concentrar em seu objetivo.

Como podia amar uma criatura de outra espécie? Pensou.

Naquele momento era só o que importava. Pegou uma das armas também, a que não tinha assinatura de DNA, e uma lâmina embainhada.

Saiu dali o mais rápido que pode. Viu que uma manifestação estava sendo reprimida à frente, mas não era de sua conta. Reconheceu um prédio velho e foi em direção aos fundos. Aquela era a entrada que os sequestradores Gokrs usavam para prender seus cativos. Ficou vigiando alguns minutos e, por fim, entrou no lugar.

Desceu pelo menos três vãos de escada até encontrar alguém. Não sabia exatamente o que fazer, então optou pela tática mais idiota, foi caminhando abertamente até onde estava o Gokr, que parecia surpreso ao ver um estranho ali.

O bando de sequestradores não era grande, era composto de oito membros, mas três haviam sido presos recentemente pela milícia local e agora ali estavam dois Jrows e três Gokrs e eles queriam muito aqueles créditos. Haviam decidido que um deles ficaria de guarda no piso acima e os outros embaixo, de guarda.

– Onde está o cativo? – perguntou olhando diretamente nos olhos do Gokr, antes que ele falasse ou fizesse alguma coisa.

O Gokr estava muito mais que surpreso, eram raros os estrangeiros naquela parte da cidade e como não ia muito ao mercado ou ao espaçoporto…

Viu um tipo de lâmina fina na mão dele e algo amarelado que parecia ser sangue Jrow em sua roupa e decidiu que não queria morrer, não ali, afinal o oponente era maior e parecia ser muito mais forte e mais ágil que ele.

– Por aquele corredor, no final tem outro cômodo e uma cela onde ficam os prisioneiros.

– Quantos traficantes de escravos tem lá?

O Gokr estava cada vez mais surpreso, olhou longamente aquele rosto e apesar de diferente do seu, não havia raiva naquele olhar. O que ele via era determinação e compreendeu naquele instante que se algo ou alguém ficasse no caminho, seria removido. De um jeito ou de outro. Chegou a pensar em sacar a arma, mas tinha certeza que morreria em questão de segundos. – Quatro, talvez cinco – respondeu.

– O que você pretende fazer?

– Ir para casa e nunca mais voltar aqui – disse o Gokr, enquanto tirava cuidadosamente o comunicador e deixava cair no chão as duas armas. Deu alguns passos para trás e correu o mais rápido que pode.

Enquanto o Gokr chegava à rua, era o momento em que os quatro traficantes restantes percebiam que tinha algo errado e que, talvez, fosse mais difícil do que parecia receber aquele resgate, afinal era sempre má ideia sequestrar marauders.

O primeiro a ir ver se tinha algo errado era um velho sequestrador. Ganhava seus créditos com aquilo, o que acabou, ao longo dos anos, por se transformar em sua profissão. Pegou uma lança de combate, que era parte lâmina e parte disruptor e foi ver do que se tratava. No corredor achou que viu uma sombra e sem pensar duas vezes disparou uma vez, duas, três. Odiava aquelas paredes cheias de reentrâncias. Foi mais adiante e então um barulho em suas costas de algo batendo no chão o fez se voltar em um reflexo e atirar de novo. Quando se voltou de novo, era tarde demais. Na verdade, estava morto antes mesmo de ver seu oponente.

Os disparos alertaram os outros três de que estavam sendo invadidos. Se fosse a milícia haveria ao menos uma centena deles ali naquele momento. Pegaram suas armas e dois foram correndo em direção ao corredor quando viram a agitação. O segundo, que ia mais a frente, foi atingido nas pernas por uma barra e caiu ficando para trás. Já o terceiro não teve a mesma sorte, foi apanhado por uma rajada de disparos e morreu.

O segundo, um Jrows, preferiu sacar uma lâmina e atacou o intruso. As faíscas produzidas pelas lâminas se batendo e o som fino ecoava no corredor, até que foi atingido novamente na perna pelo que pareceu ser parte quebrada da barra que o derrubou. – Maldita coisa – gritou olhando a perna que ardia. Ainda conseguiu acertar o intruso em uma das pernas e tentou se levantar, o que pareceu enfurecê-lo mais ainda. A última imagem que passou diante de seu olhos foi uma lâmina descendo sobre sua cabeça.

O quarto sequestrador era muito maior que um Jrows normal, mesmo assim ficou escondido atrás de anteparos de liga metálica e protegido dos disparos. Gritou por diversas vezes xingando o rival de todos os palavrões que lhe vinham à mente, em ao menos cinco idiomas. O intruso estava atrás de uma pilastra larga e o disruptor não tinha o menor efeito sobre ele. Continuou xingando até que lhe veio à mente que talvez o intruso não escutasse ou que não lhe tivessem aplicado o nanots tradutores. Ou então, que seria apenas uma isca.

Soltou mais um palavrão e correu em direção à porta do outro lado do salão, que agora estava despedaçada.

– Por onde entraram esses desgraçados – gritou.

Começou a atirar. Sentiu um impacto de alguém se chocando contra ele derrubando-o no chão. Levantou o mais rápido que pode, desembainhou a lâmina e sorriu. Olhou o intruso nos olhos, chegou a pensar em falar alguma coisa mas não teve tempo. Estava lutando pela vida.

Szim e Myrian haviam descido em um dos módulos de invasão da caravela, eles e mais um piloto. Se desse certo o plano arquitetado pelo capitão-mor, seriam em cinco para retornar. Se fossem capturados pelos sequestradores, outros marauders ou a frota Jrows, estariam por conta própria. Desceram no feixe gravitacional-temporal até uma das janelas da edificação e imediatamente escutaram o zumbido alto e inconfundível dos disparos dos disruptores. O timing estava correto. Acharam um vão que descia do terceiro piso para o subsolo, acionaram os levitadores gravitacionais das armaduras e desceram.

Myriam percebeu que a troca de disparos estava mais perto e mais intensa, chegou a pensar em ir ajudar, mas Szim atirou contra a porta de liga metálica quebrando-a em pequenos pedaços. Aquilo certamente chamaria a atenção dos sequestradores. Eles entraram no ambiente totalmente escuro e imediatamente alguém do lado de fora atirou contra eles, fazendo-os jogarem-se no chão para não serem atingidos. De repente parou. Ouviram o barulho de lâminas se chocando, gritos de dor e xingamentos, então o silêncio.

Szim acionou um facho de luz que iluminou todo o ambiente. Lars, mesmo ferido, entrou na cela quase ao mesmo tempo em que viram Stílzie amordaçada e amarrada se contorcendo em um dos cantos imundos do lugar.

Os últimos acontecimentos não saiam da cabeça de Szim. Sua irmã saindo às pressas, sem esperar nenhuma confirmação de pedido de resgate dos tripulantes, logo em seguida a chegada de Lars e do outro tripulante na Kai’ront e a perda de contato com o módulo em que ela estava descendo. O pedido de resgate. Tudo acontecendo com uma sequência rápida culminando no plano elaborado por Jon Cougar e Lars se voluntariando para ser a isca dos sequestradores, enquanto ele e Myrian, a melhor marauder da caravela, tentariam o resgate.

Quando a soltou, Stílzie correu até o namorado e o abraçou demoradamente. Szim estava impressionado em como ele conseguiu chegar até lá. Percebeu o sorriso no rosto do humano quando sua irmã falou algo em seu ouvido.

Precisavam sair rápido dali, pois logo Gokr e Jrows começariam uma enorme caçada. Ligaram os levitadores e foram na direção do feixe. Szim e Myrian iam ajudar a movimentar Lars quando Stílzie o abraçou e disse aos dois:

– Podem deixar que eu o levo para a Kai’ront, afinal, o humano … é meu.

Fim

Um conto de Swylmar S. Ferreira em 31 de agosto de 2021.

Imagem ilustrativa retirada do Pinterest

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Publicado em 11 de setembro de 2021 por em Contos.

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DIVULGAÇÃO A pedido do autor Dan Balan. Sinopse do livro. Utopia pós-moderna, “A saga de um andarilho pelas estrelas” conta a história de um homem que abandona a Terra e viaja pelas estrelas, onde conhece civilizações extraordinárias. Mas o universo guarda infinitas surpresas e alguns planetas podem ser muito perigosos. O enredo é repleto de momentos cômicos e desconcertantes que acabam por inspirar reflexões sobre a vida e a existência. O livro é escrito em prosa em dez capítulos. Oito sonetos também acompanham a narrativa. (Editora Multifoco) Disponível no site da Livraria Cultura, Livraria da Travessa, Editora Multifoco. Andarilho da estrela cintilante Por onde vai sozinho em pensamento, Fugindo dessa terra de tormento, Sem paradeiro certo, triste errante? E procurar o que no firmamento, Que aqui não encontrou sonho distante Nenhum outro arrojado viajante? Volta! Nada se perde com o tempo... “Felicidade quis, sim, encontrar Nesse vasto universo, de numerosas, Infinitas estrelas, não hei de errar! Mas ilusão desfez-se em nebulosas, Tão longe descobri tarde demais: Meu amor deste lugar partiu jamais!”

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