Fantasticontos, escritos e literários

Blog para contos de ficção científica, literatura fantástica e terror

Fadas não existem


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– Fadas? Que fadas, Marlene! Já disse para não ensinar as crianças sobre essas besteiras aqui da cidade. Ainda mais quando teremos visitas em casa – falou Roberto, chateado, ao ouvir pela enésima vez sua mulher falar sobre as “tradições” da pequena cidade do interior.

Marlene parou de rechear a apetitosa torta de morangos que fazia e olhou o marido pacientemente. As duas crianças, Pedro e Circe, aproveitaram para deixar a área de cozinha americana e sala, escapulindo para o quintal. Morar no interior tinha essa vantagem.

Marlene tinha que fazer outra vez a mesma escolha que fazia diariamente. Queria ser feliz? Ou … ?

Decidiu pela primeira opção.

– Certo, meu bem – a questão estava resolvida.

****

Roberto estava feliz, afinal era o dia de seu aniversário e também completava dez anos como professor da Universidade Federal na capital. Havia convidado alguns colegas professores, três para dizer a verdade, mas apenas Silvio compareceu com a família – mulher e dois filhos – da idade dos dele.

Silvio e Teresa chegaram para o almoço e, como mais ninguém apareceu, aceitaram o convite de Marlene para pernoitar e deixar as crianças se divertirem.

– Eu não me incomodei de vir – Silvio falava já alegre com a taça de vinho na mão – ainda mais com um clima desses, me lembra minha terra natal no sul.

– Que bom! É uma oportunidade para juntarmos as famílias – respondeu Roberto, sentado em frente à lareira.

Teresa estava sentada ao lado dos filhos na enorme sala de estar. Horas atrás, as crianças haviam pedido para contarem histórias, já que a chuva e o frio inoportuno impediam que brincassem no quintal à noite.

– Vamos continuar, papai – disse a pequena Circe entre mordidas na barra de chocolate branco que Marlene segurava para ela – Falta só você contar uma história para nós. Mas eu quero de fadas, a que a mamãe contou do homem do saco foi muito boba e eu não entendi a que a tia Teresa e a que o tio Silvio contou. Afinal, o que é um Boi Aruá?

Roberto olhou a filha com amor, ela acabara de fazer quatro aninhos e era a coisa mais linda que ele viu. Ao menos era a opinião dele.

– De fadas? Me colocou em cheque agora, querida. O papai ia contar aquela que você gosta, do Negrinho do Pastoreio.

– Ah não, papai – disse a menina fazendo beicinho.

Silvio se sentou ao lado da família no outro sofá e riu da situação em que o amigo se encontrava. Sabia que Roberto conhecia a importância dos contos, de fadas ou não, na formação infantil, mas ele havia se especializado em folclore nacional e essa era sua preferência. Silvio agora não perderia a chance de colocar o amigo em situação difícil.

– Vai, Roberto. Conta logo essa história e tem que ser de fadas, não é meninada?

Roberto ouviu em uníssono um ééé. Não tinha mais como fugir. Marlene lhe sorria e isso lhe deu coragem para começar.

****

Pois bem, há muitos anos atrás, vocês crianças ainda não eram nascidas, eu havia terminado a faculdade e resolveu que iria conhecer o mundo. Mas antes disso decidiu vir até a nossa cidade – Montes Lindos – com alguns amigos para uma grande festa de despedida. Essa festa seria em um pequeno sitio, logo na saída da cidade, no sopé dos morros.

Os colegas haviam marcado o encontro para um dia bem cedo. Eu me atrasei e eles foram para o sitio sem mim. Como tinha o endereço, resolvi ir a pé mesmo, depois de me informar com os habitantes sobre a localização do sitio, que seria em uma estrada entre morros. Entrei em uma padaria perto do lugar marcado e perguntei ao homem atrás do balcão se ele conhecia o endereço, se poderia me ajudar.

É perto, disse-me o homem. Ele me deu carona até o início de uma pequena estrada de chão, quase imperceptível para quem não fosse dali e falou que eu teria que andar uns três quilômetros, mais ou menos, na direção de um monte que estava sempre sob névoas naquela época do ano. E lá fui eu.

Depois de andar um bom trecho com mata fechada aos lados e o sol batendo forte em minha cabeça, cheguei a uma pequena elevação onde a estrada circundava um grande monte enevoado.

Decidi que cortaria caminho subindo pelo bosque e saindo do outro lado. Foi o que fiz, entrei no matagal e comecei a subida até encontrar uma pequena trilha que segui.

A mata parecia cada vez mais fechada, enevoada e silenciosa. Faltava algo. Claro: o som dos pássaros e insetos. As árvores, de tão altas, cobriam a maior parte da luz e o calor era tão forte que eu estava molhado de suor, sem falar na sede quase insuportável. Pensei em voltar inúmeras vezes. Acabei perdendo a noção do tempo. Cheguei a tentar voltar pela trilha, mas ela simplesmente havia desaparecido, então, com medo, resolvi continuar em frente.

Até hoje não tenho ideia do quanto andei, nem do tempo que levou. Lembro da sede terrível e da alegria ao escutar o som da pequena cascata que parecia tão perto.

O som de água corrente me revigorou. Vi uma clareira a frente e também um riacho de águas cristalinas. Parei e bebi o mais que pude. Descansei um pouco sentado em um grupo de pedras. Estava preocupado, pois estava perdido na mata e o pior, ninguém sabia que eu estava ali.

Observei o lugar a minha volta. As águas do riacho desciam por uns cem metros à frente, banhando um estranho e enevoado grupo de árvores que trançavam suas copas, deixando um corredor por onde ia à trilha. Decidi segui-la, afinal estava nela há algum tempo. Enchi-me de coragem para continuar andando. Aproximei-me lentamente do corredor de onde vinha uma estranha brisa fria e a névoa que cobria lenta e sorrateiramente o solo. Enquanto atravessava o pequeno corredor de árvores tinha a sensação que algo me puxava à frente como se procurasse evitar meu retorno, o que era desnecessário. Estava decidido a continuar.

O som da vida pulsante do outro lado me chocou. Ouvia canto de pássaros e som de sapos, grilos e outras criaturas, além da claridade local contrastar com a escuridão da outra parte da mata. Se achei estranho? Claro que sim.

Ouvi gritos muito perto de mim e assustei tanto que caí sentado. Foi quando uma mulher jovem passou correndo pela margem do riacho. Parecia ter algo nas mãos e alguém ou alguma coisa a seguia. Ela continuou por mais uma dezena de metros, caiu na água e a criatura a alcançou.

Eu já havia me aproximado. Ela estava em pé, apoiada contra uma árvore caída e a coisa – horrenda, diga-se de passagem – levantou um porrete para atacá-la. Gritei.

A criatura olhou na minha direção. Creio que minha presença não a intimidou, pois logo em seguida voltou sua atenção para a moça. Corri e consegui segurar-lhe o descomunal braço, impedindo-a. Sem muito esforço me jogou de lado e levantou o porrete novamente para atacar a moça.

O que ela carregava nas mãos enquanto fugia era um cajado que agora estava ao meu lado. Não pensei duas vezes, agarrei-o e antes que a criatura pudesse atingi-la e bati no peito daquele ser, que gritou ao ser arremessado longe.

A jovem, apesar de assustada, me olhava sem acreditar. Reparei que seus olhos eram completamente negros, assim como os cabelos.

– Oi – eu disse – o que era aquilo? Era a coisa mais horrenda que já vi.

Ela ainda me olhava abismada.

– Não acredito! Um homem – disse tocando meu braço – e é real.

Ela deu uma volta a meu redor.

– Não é magia, não é?

– Como chegou aqui? Você não deveria ser capaz de ver o portal. Muito menos atravessá-lo.

Ela tinha toda minha atenção. Reparava agora as grandes orelhas pontudas e os desenhos verdes e dourados pintados em sua pele em diversas partes do corpo. Seu vestido tinha sido rasgado, provavelmente pela criatura. Era a mulher mais bonita que eu tinha visto.

– Meu nome é Roberto – falei devolvendo a ela o cajado. Ajudei-a a sair do riacho e subir para a margem seca.

– Como conseguiu manuseá-lo? – Apontou para o cajado – você não poderia.

Ouvimos passos e outra mulher surgiu apressada. Portava um arco e flechas e, quando me viu, deu um passo atrás, tamanha a surpresa. Quatro outros homens chegaram em seguida.

– Bruma … você está bem? Quem é ele? – Perguntou a outra mulher.

– Não sei. Salvou minha vida. O ogro quase me matou.

Olhei as duas agora com certa desconfiança, mas ainda encantado por ela. Já tinha vencido a primeira etapa do encontro inicial: descobri seu nome.

– Meu nome é Roberto – falei outra vez.

– Bruma – disse ela me encarando – esta é Adaga.

– Como chegou aqui? Perdoe mas não vemos alguém como você há séculos.

– Se vocês estiverem tão surpresos quanto eu …

Olhei para os seis já bem inquieto. Adaga ainda continuava com o arco nas mãos.

– Desculpe – falei – como assim não vêem alguém como eu há séculos.

Repentinamente ouvimos um baque seco. Todos voltaram sua atenção para o portal, inclusive eu. Perplexo, vi que o portal sumiu.

Caminhei as duas ou três centenas de metros que tinha percorrido desde que tinha saído do portal e dele não havia mais indícios. Quando me virei, Bruma estava ao meu lado e sorriu me confortando.

Bruma me olhou serenamente, nossos dedos se tocaram levemente e a angustia que sentia desapareceu por completo. Voltamos para onde estavam os outros. Enquanto andávamos, perguntei se não eram como eu.

– Não, Roberto. Você é um homem. É de uma realidade diferente da nossa, somos elfos. Para vocês somos apenas lendas, elfos, duendes, anões, goblins, gnomos, trolls, ogros.

Ela me olhava.

– Até hoje, para mim ao menos, vocês homens também o eram. Seres de nosso passado distante que viveriam do outro lado dos portais. Estou feliz em saber que vocês existem de verdade.

Eu estava mais ainda. Então a outra elfa se aproximou, parecia bem mais calma.

– Creio que estou entendendo, Bruma. Algo ou alguém com grande conhecimento de magia abriu o portal. Mandou este homem – Roberto – para dissimular sua presença e aproveitou-se do ogro, enlouquecendo-o e forçando-o a atacá-la, para que não notássemos a sua passagem em nossa realidade. Devido a esse distúrbio, o portal sumiu.

– Mas se você estiver certa, disse o elfo de armadura avermelhada, chamado Emir, ele poderá aparecer em qualquer lugar e ser instável. Poderia levar cidades inteiras para outras realidades. Seria o caos.

– Entremos em contato com o conselho dos guardiões – disse Adaga.

Os outros três elfos eram bastante jovens e pouco falavam. Percebi que existia entre o grupo uma hierarquia rígida. Soube depois que seus nomes eram Leomir, Tael e Doust.

Os seis se afastaram alguns passos e observei darem as mãos e segurarem-se pelos antebraços. Pareciam em transe por um tempo, logo começaram a conversar. De inicio pensei que era entre eles, depois percebi que falavam com alguém ou mesmo outro grupo.

Assim que terminaram, Adaga se aproximou de mim.

– Pode nos ajudar?

– Como assim? – perguntei.

Bruma já estava ao meu lado, assim como Emir e os outros.

– Roberto – Bruma me olhava nos olhos – você não está aqui por acaso. Achar o caminho para cá, mesmo que involuntariamente, atravessar o portal. Isto sem contar que ninguém além de mim poderia manusear o cajado da névoa, nem ao menos poderia vê-lo, a menos que estivesse em minhas mãos.

Bruma levou as mãos às costas. Os outros observavam com visível respeito enquanto ela retirava o cajado de madeira escura e brilhante do suporte e o passava a mim.

Apanhei o cajado e o movimentei. Dele surgiu uma luz em sua parte superior e lá ficou por segundos até que o devolvi a Bruma. Todos estavam boquiabertos.

– Precisa nos ajudar – disse Emir – O conselho acredita que um mago poderoso atravessou o portal. Nosso problema agora é que a guarda está na cidade de Stolnir, ao sul, a centenas de léguas daqui. Nós somos apenas um grupo avançado que foi designado para proteger Bruma, que é guardiã dos portais.

– O conselho – continuou Emir – sentiu uma desestabilização maior que o normal na antiga Fortaleza do Silêncio ao norte, apenas a dois dias de caminhada. Chegaremos primeiro para reconhecer o terreno e saber o que realmente está acontecendo. Acreditamos que o ogro é daquela região e foi manipulado por esse mago para afastar Bruma e trazer algo ou retirar de nossa realidade. No inicio pensamos que esse algo poderia ser você, mas se assim fosse ele não teria como controlá-lo ou mesmo manipulá-lo. Não a um portador do cajado.

Muitas coisas se passaram por minha mente, mas tinha o dever de ajudá-los. Sentia isso até nos ossos, por isso fui com eles. Durante toda a jornada duas coisas não me saíam da cabeça: Bruma e a frase final de Emir. O que afinal significava ser “portador do cajado”?

Passamos por lugares lindos, com bandos de pequenos animais correndo em volta dos lagos. Eram doze, cada um com as águas de uma cor. Depois fomos para o local que eles chamavam de Fortaleza do Silêncio.

Essa fortaleza ficava muito perto do último lago – o de águas negras – onde criaturas como goblins e ogros viviam em paz aparente. Fizemos o possível para não atravessarmos seu caminho. Fomos vistos apenas no final do dia quando acendemos o fogo para nos aquecer do frio que vinha do monte onde ficava a fortaleza.

Era noite alta quando vi luzes esverdeadas que vinham de uma clareira próxima. Levantei, curioso como sempre, e me aproximei. Bruma estava sentada ao chão, fazia movimentos rápidos com as mãos e dos desenhos que trazia pintados em seu corpo – eram runas, descobri depois – saíam luzes multicoloridas que singravam ao seu redor e também dos outros elfos em uma dança fantástica. Apenas Adaga estava em pé mais próxima a mim, fazendo a vigília do acampamento.

Eu olhava todo o acampamento e aquela cena impressionante, quando meus olhos cruzaram os de Bruma. Soube então o motivo de estarmos ali e dos outros serem seus defensores, e uma palavra veio em minha mente: feiticeira.

****

Saímos de madrugada e, quando o dia clareava, chegamos ao sopé da montanha de pedra. Segundo Doust, a Fortaleza do Silêncio havia sido esculpida por antigos homens que habitaram aquelas paragens eras atrás.

Adentramos o lugar e andamos por diversos corredores abandonados e mal iluminados até chegarmos a um cômodo principal, onde apenas a metade de um livro havia. Era velho e sua capa parecia ter sido feita do couro de algum animal e a tinta era vermelha e fétida.

Assim que o viram, os elfos entraram em polvorosa.

– Alguém levou as páginas do meio – disse Bruma visivelmente preocupada.

Eles novamente deram-se as mãos e fizeram outra vez o circulo, desta vez bem mais rápido.

– O mago se foi – disse Emir – ele acaba de atravessar o portal que existe aqui na fortaleza.

Vi desespero em seus olhos.

– Ainda vai nos ajudar?

Assenti afirmativamente.

– Então precisa voltar a seu mundo Roberto – disse Bruma – o mago certamente vive perto do portal e você precisa achá-lo. Ele pode ser qualquer pessoa.

– Vamos rápido antes que ele feche este portal também e prenda Roberto do nosso lado – disse Emir.

Tudo acontecia rapidamente e eu pensava em apenas uma coisa – talvez nunca mais visse Bruma outra vez, nem mesmo aquelas paisagens maravilhosas. Chegamos aos jardins altos, agora abandonados da fortaleza e vimos o segundo portal.

– O mago está tentando fechá-lo neste momento – disse Bruma.

Adaga me abraçou e me entregou o cajado. Disse que em breve nos veríamos. Bruma levitava no ar e de seus braços saiam luzes verdes e douradas que envolviam o portal impedindo seu fechamento. Ela me olhou e no meio dos fortes ventos e da mistura de poeira e neve que surgiu disse: vá.

Olhei-os rápido e corri o mais rápido que pude os poucos metros que me separavam do portal e o atravessei.

****

O crepitar da lareira me tirou do devaneio que estava.

– Belo conto de fadas – disse Teresa – elfos, magos, ogros.

– Você deixou alguns pontos abertos na sua história – falou Silvio – Primeiro quem era esse mago e porque ele queria parte do tal livro? Depois, porque logo você era portador do tal cajado? E afinal o que aconteceu aos elfos?

Silvio havia entrado na armadilha do conto e queria saber mais detalhes, assim como minha filha, a única criança ainda acordada.

– O que aconteceu à Bruma, papai. – perguntou Circe – Isso foi uma aventura de verdade?

Eu sorri enquanto me levantava da cadeira, haviam se passado um par de horas e eu estava cansado de ficar sentado. Silvio e Teresa subiam as escadas cada um carregando uma criança adormecida nos braços para o quarto de hóspedes. Peguei Circe no colo e disse que tinha que perguntar para a mãe dela.

– Foi verdade mamãe, sobre a Bruma, nessa história do papai?

Marlene havia colocado Pedro nos braços e subia para o quarto, quando parou e virou-se para Circe ajeitando os cabelos negros, deixando assim parte de suas tatuagens verde e dourada aparecer por trás dos cabelos.

– Querida, é apenas um conto – falou sorrindo para a menina.

– Fadas não existem.

 

Um conto de Swylmar Ferreira                          20 de dezembro de 2014

Imagem meramente ilustrativa retirada do site http://www.deviantart.com/browse/all/?q=96670.jpg.

Fim

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Publicado às 16 de janeiro de 2015 por em Contos, Contos Fantásticos e marcado , .

A saga de um andarilho pelas estrelas

DIVULGAÇÃO A pedido do autor Dan Balan. Sinopse do livro. Utopia pós-moderna, “A saga de um andarilho pelas estrelas” conta a história de um homem que abandona a Terra e viaja pelas estrelas, onde conhece civilizações extraordinárias. Mas o universo guarda infinitas surpresas e alguns planetas podem ser muito perigosos. O enredo é repleto de momentos cômicos e desconcertantes que acabam por inspirar reflexões sobre a vida e a existência. O livro é escrito em prosa em dez capítulos. Oito sonetos também acompanham a narrativa. (Editora Multifoco) Disponível no site da Livraria Cultura, Livraria da Travessa, Editora Multifoco. Andarilho da estrela cintilante Por onde vai sozinho em pensamento, Fugindo dessa terra de tormento, Sem paradeiro certo, triste errante? E procurar o que no firmamento, Que aqui não encontrou sonho distante Nenhum outro arrojado viajante? Volta! Nada se perde com o tempo... “Felicidade quis, sim, encontrar Nesse vasto universo, de numerosas, Infinitas estrelas, não hei de errar! Mas ilusão desfez-se em nebulosas, Tão longe descobri tarde demais: Meu amor deste lugar partiu jamais!”

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- Sinopse -

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Madhu é uma Semente Estelar e terá que semear a Terra para gerar uma Nova Realidade que substituirá a ilusória realidade criada por Lúcifer. Porém, a missão não será fácil, já que Marduk, a personificação de Lúcifer na Via Láctea, com a ajuda de seus fiéis sentinelas reptilianos, farão de tudo para não deixar a Nova Realidade florescer.
Madhu terá que tomar uma difícil decisão. E aprenderá a usar seu poder sombrio em benefício da Luz.

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