Fantasticontos, escritos e literários

Blog para contos de ficção científica, literatura fantástica e terror

O SER INTERIOR


werewolf_by_teyoliiaA montanha parece estar viva à minha frente, olho o relógio. Meio dia! Impossível! A névoa na estrada asfaltada que serpenteia a subida mal permite que eu veja além dois, três metros. Continuo subindo sem esforço. Está frio, mas o agasalho e as calças jeans grossas ajudam bastante, o que incomoda é o peso da mochila nas costas.

Um barulho estranho que me parece ronco de motor faz com que eu olhe para trás, a tempo de ver um carro vermelho passar por mim em velocidade reduzida, nada mais parece vir subindo. Olho no interior, uma mulher assustada ao volante e uma criança no banco de trás do carro, parecem perdidas. O olhar da mulher é estranho, como se me alertassem para alguma coisa, já menina está falando algo para mim. Sei que é para mim, mas não as conheço, ao menos não recordo. Tento ler em seus lábios, são três palavras que ela diz, perdi a primeira, já a segunda me pareceu ser “cuidado”, na terceira desvio o olhar outra vez para a mãe. Fico todo arrepiado. É o frio daquele dia esquisito.

Ajeito a mochila e continuo a subida, vejo o “guard rail” de uma curva muito fechada para a esquerda, sem placas de sinalização e me aproximo.  O despenhadeiro mostra as copas de centenas ou milhares de árvores cobertas pela neblina densa, me lembro de um filme que vi há tempos, mas as árvores são diferentes, não são pinheiros como no enlatado americano, as imagens do filme ficaram gravadas em minha memória. Aqui essas árvores são nativas, uma mistura de cerrado e selva equatorial.

Continuo subindo, saio da estrada e entro em uma trilha que adentra o matagal, a neblina agora está azulada, enxergo com dificuldade, escuto meus próprios passos. Tento ver a copa das arvores, mas a neblina impede. O sol, no céu que deveria ser azul, é apenas uma mancha simbólica do astro rei de nosso sistema solar, a umidade no ar passa a sensação de uma garoa, de chuva fina. Um pássaro preto cruza o espaço a minha frente e desaparece, escuto o trinar de diversos pássaros. Escuto gritos de mulher e paro. Repentinamente não ouço mais nada, nenhum pássaro, nem ao menos o zunir de insetos, parece que a natureza parou. Estou com medo. Não posso ficar aqui, disso eu sei, aperto ainda mais a mochila contra o meu corpo e saco a faca que levo em minha cintura. Sei que não é o suficiente. Um galho se quebra a minha frente, novo barulho de asas, algo grande, muito grande pousou, dou mais alguns passos e paro, o vento frio bate em meu rosto e seu assovio fino me alerta como um aviso. Vislumbro duas manchas enormes na névoa bem a minha frente, encosto em uma árvore, não consigo parar de tremer, olho para o chão e vejo gotas de sangue. Um animal ferido talvez. Oh céus, penso, que seja apenas um bicho ferido. Algo me impele a seguir o rastro de sangue. Menos de cem metros e eu descubro um corpo, me aproximo devagar, tremendo. Era a mulher do carro vermelho, destroçada, assassinada.

Começo a correr, largo a mochila, e me embrenho no matagal sem direção. Uma das manchas enormes, agora está a dois ou três metros a minha frente. A criatura solta um urro terrível e surge na minha cara. Desesperado eu grito.

***

Acordo suado, resfolegante e mesmo no escuro da noite reconheço meu quarto. Ainda tremendo me levanto e vou ao banheiro, depois de urinar e empurrar o botão de descarga sento no pequeno banco de madeira para respirar durante alguns minutos, a imagem borrada da criatura não me sai da mente. Vou até a pequena cozinha do apartamento e percebo que o dia está amanhecendo, preparo um café, bebo e volto para cama, preciso relaxar um pouco.

Dentro do ônibus no caminho do trabalho, vou olhando os documentos acerca do projeto que trabalho atualmente e uma cena na rua me chama a atenção, é um carro da mesma cor e marca do meu sonho, sem perceber vou contando conscientemente quantos deles passam pelo transporte comunitário até o ponto em que salto.

Seis.

Caminho da quadra que separa o local do ponto de ônibus até o edifício da empresa e percebo o quanto o sonho, ou será pesadelo, me marcou.

O dia transcorre normal e como é sexta-feira, dia do “happy hour” dos funcionários da empresa, vamos direto para um barzinho no centro da cidade. A idéia é me divertir, beber umas cervejas, ouvir boas musicas conversar com os colegas do trabalho e paquerar Ângela a colega que trabalha no andar de cima.

Quando ela passa não consigo desviar os olhos. A moça é singular, morena, cabelos encaracolados e alta, um metro e oitenta, é o alvo de todos os solteiros e é claro que também de alguns casados da empresa. Estava de olho nela há alguns meses, desde que a vi em uma reunião, aproveitei a ocasião e fui conversar com ela, testar os sorrisos que ela dava quando nos encontrávamos em reunião ou elevador. Ela foi muito receptiva. Pelas onze da noite eu a convidei para ir “ver umas fotos interessantes” no meu apartamento, ela aceitou. Noite feliz.

***

A neblina está forte na avenida, mal posso ver os postes de iluminação, os olhos de gato na faixa ajudam a me guiar pela estrada gélida na madrugada. Os edifícios e lojas com suas luzes apagadas fazem com que pareçam paisagens mortas como as telas que vemos em exposições de artes nos museus pelo mundo afora. A velocidade do carro diminui, quase para em frente a uma praça, mas continuo por três ou quatro quadras a frente.

Salto do carro, apesar do frio da madrugada a camisa está toda suada, me incomoda eu a arranco devido a onda de calor que teima em atravessar o meu corpo diversas vezes, meu coração dispara quando sinto os odores que passam por mim, tento me acalmar. A lua cheia agora preenche o céu acima da neblina que se desfaz lentamente no correr da noite e eu corro pelas ruas mal iluminadas desesperado, procurando por algo que eu ainda não sei o que é.

Chego ao estacionamento da pequena praça onde havia passado há algum tempo e vislumbro alguns carros parados, casais namoram na noite.

Inconsequentes, sabem que não devem fazê-lo, mas o instinto da reprodução, do sexo, aventura, prazer, faz com que se arrisquem, nos diversos perigos que uma vida em sociedade produz. 

Caminho lentamente pelo passeio do parque, os cheiros me confundem, me embrulham o estomago, vejo um casal à frente, eles estão sentados no banco, se beijando, mordendo, chupando, chego mais perto, não sou “voyeur”, mas a cena me excita. A moça está com a saia levantada e sentada a cavaleiro no colo do rapaz, estão transando.

De repente sinto um arrepio, arrepio de medo, parece que meu instinto me paralisa por alguns instantes, tento sair. Quero sair dali, correr, sei que alguma coisa maligna, diabólica, está ali, espreitando… caçando. É um monstro.

Uma figura medonha é refletida nas águas do lago e eu paralisado de horror observo o ataque. O casal percebe tarde demais, a coisa salta em sua direção e tira a cabeça do homem com uma patada, arrancando gritos histéricos de pavor da garota, que estabanada e toda ensanguentada ao tentar correr para salvar a vida, tropeça no corpo acéfalo do namorado que ainda treme meio sentado, meio deitado no banco da praça, devido aos espasmos musculares da morte recente. Ela mal se levanta e recomeça a correr rápido, oito passos, nove, quando é alcançada.

***

O alarme do despertador me acorda, a cabeça dói, levanto da cama e abro as cortinas e a janela do apartamento. O sol clareia o meu quarto e sorrio ao ver Ângela deitada de bruços, ainda nua, me olhando com olhos de sono, a chamo para o banho, começamos a brincar na cama e logo os beijos e abraços se tornam o prelúdio para o sexo forte e ardoroso.

Preparo um café da manhã reforçado, afinal pretendo que a moça retorne mais vezes à minha casa e ligo a televisão para vermos os noticiários da manhã. A notícia das mortes de duas pessoas chama minha atenção, mas desta vez as memórias do pesadelo são confusas. Deve ser porque estou muito concentrado em Ângela. Nessa altura de minha vida quero realmente ter um relacionamento sério. Percebo claramente que é recíproco, isso alegra meu coração.

Convido Ângela para ir passear no sitio de minha avó em uma cidade próxima, já que estou de passagem comprada, distante cerca de cento e cinquenta quilômetros de nossa cidade. Ela não pode, tem que estudar para uma prova na faculdade na segunda-feira, estou tentado a ficar com ela. Estou apaixonado pela menina.

Deixo Ângela em casa e vou para a rodoviária pegar o ônibus. Passo por uma banca e as manchetes dos principais jornais me deixam perturbado. Contam sobre um crime ocorrido em uma pracinha da cidade. Olho para os lados me sinto culpado, não sei por quê. Compro o jornal e sento em um banco enquanto aguardo a saída da condução. É um crime horrível cujas vitimas foram um rapaz de vinte e dois anos e uma moça de dezenove anos. Ele teve sua cabeça arrancada de forma extremamente violenta e a moça foi eviscerada e devorada por algum tipo de animal, a noticia dizia que a policia suspeitava que algum animal entrou na cidade sem ser percebido ou fugiu de algum criador particular que reside na região. Estavam investigando o ocorrido, mas que necessitavam da ajuda de outras instituições publicas para desvendar o ocorrido. Completava a noticia, a informação que a quantidade de sangue encontrada nos corpos e no local era muito reduzida.

Estaria eu tendo sonhos sobre algum tipo de assassino? Sobre algum tipo de animal? Seriam premonições? Não, pensei por alguns momentos e não me lembrei de ler ou ouvir noticias sobre o ataque de animal nas montanhas da região, como em meu primeiro pesadelo. Estaria eu ficando louco ou eram apenas pesadelos, devido à vida desregrada que levava nos últimos meses?

***

A chegada na cidade era sempre motivo de alegria, afinal era a oportunidade de rever meus dois únicos familiares vivos, minha avó, Dona Olga, uma senhora de setenta e seis anos e meu primo Carlos que tinha pouco mais idade do que eu mesmo, cerca de trinta anos. Meu primo tinha deixado a “veínha”, como ele costumava chamá-la, na igreja, pois ela queria assistir a uma missa no meio da tarde. Ele me deixou na porta da igreja e foi ao mercado comprar mantimentos. Entrei na igreja para fazer minhas orações e assistir parte da missa. Gostava do lugar, da cidade e confesso que sinto falta de ir regularmente orar.

Chegamos ao sitio, que fica afastado da cidade uns quinze quilômetros, rodando em estrada de chão, era momento de descansar e relaxar. Carlos pegou uma garrafa de cachaça e preparou duas caipirinhas que tomamos antes do jantar. Ficamos os três conversando até tarde sentados na varanda proseando e rindo. Me preocupou Dona Olga dizer que um vizinho do sitio ao lado, estava invadindo o nosso, para caçar animais silvestres, mas Carlos garantiu que não era nada demais, que eu não deveria me preocupar com isso, pois ele conversaria com os donos e resolveria. Carlos tomou mais três caipirinhas “das grandes” e foi preciso ajudá-lo a ir para o quarto e se deitar. Eu só queria dormir e relaxar.

***

A criatura corre na noite alta e fria, em meio à mata selvagem da região, saltando sobre arbustos caídos e troncos tortos da mata de transição. A lua próxima e amarela faz com que a noite fique clara, a coisa está feliz, como um animal selvagem ao voltar ao local de nascença, ao voltar ao seu território. Sinto como se fosse eu, como se estivesse no corpo daquele bicho, ou fora de meu corpo, apenas o espírito livre de todas as inibições, livre de todas as prisões morais, éticas e sociais, observando a cena em questão.

Salta sobre um riacho e continua a correr, escuta barulhos, sons que para outros homens são inaudíveis e sente também seus odores. Entusiasma-se e segue em na direção. Ao longe vê uma casa, musica alta, uma festa particular. Percebe a presença de quatro pessoas na casa. Não, são cinco, pelo cheiro são dois homens e três mulheres. Quer ir embora dali, se afastar de gente, mas algo o atrai, é o cheiro de carne sendo assada, sente cheiro de sangue, sente o cheiro de presa.

O cão começa a latir, mas a criatura apenas observa a ele e à casa. É um animal grande e feroz, sabe que deve tomar cuidado. O cão late sem parar e um dos homens acende as luzes da varanda, sai na porta e olha sem nenhuma pretensão de descobrir nada, manda o cão calar a boca e entra, quase que arrastado por uma das mulheres. A criatura se esgueira pelo mato até o outro lado do quintal, mas o cão arrebenta a coleira e numa investida louca corre em sua direção, vê seus olhos injetados de sangue e o ódio em seu focinho, ele salta e a criatura o apara no ar, salta com ele nas garras e o jogo no chão, de encontro a algumas pedras grandes e ele grita. A criatura percebe em seus olhos a surpresa, não é o que ele esperava.

O grito do cão fez com que os homens viessem ver o que acontecia, estão armados com espingardas de cano duplo, acenderam as luzes, um deles vem displicentemente com uma garrafa de cerveja em uma das mãos e a espingarda na outra.

Sinto outra vez como se estivesse fora do corpo, observando, e vejo a criatura iniciar a caçada, escuta um disparo e já está na corrida, ataca o homem com a cerveja na mão. Cai sobre ele e com as garras, rasga seu abdome, ele geme, ainda consegue puxar uma faca curta e enfiar na perna da criatura, que em resposta, selvagem como é, morde o pescoço do pobre e arranca sua cabeça.

Mais um disparo, a criatura sente dor nas costas, onde uma dezena de pequenas esferas de chumbo entram na sua pele dura e peluda, corre em direção ao outro homem que tenta desesperadamente carregar a espingarda, mas é tarde demais e o alcança mordendo-o de lado arrancando metade de sua barriga. O homem cai morto. Escuto gritos dentro da casa, são as mulheres. Outro barulho estranho, faróis de carro, a criatura sabe que deve fugir, sobreviver em meio à mata e se vai.

***

No outro dia pela manhã, enquanto Carlos está ordenhando um grupo de vacas, levo nossa avó para a cidade, ela não gosta de perder a missa das sete horas. Estou sentado ao lado dela, dormi feito uma pedra, não lembro de quase nada, apenas da sensação de liberdade, um grupo de policiais entram na igreja e pedem que todos tomem muito cuidado porque dois dos moradores foram mortos por algum animal e eles achavam que podia ser uma onça das grandes.

Vamos para casa e conto para minha avó e meu primo sobre meu primeiro sonho, na  montanha gelada. Ela se inquieta e se levanta da mesa. Carlos para de comer e fica me olhando. Percebo que algo está errado e insisto com minha avó. Ela me pergunta sobre o que eu me lembro de uma viagem a alguns meses que fiz no interior do Estado com um grupo de amigos. Não recordo de nada, digo, apenas que tinha me atrasado e o grupo havia saído e eu resolvi tentar alcançá-los.

Dona Olga me contou que naquele dia havia uma forte neblina e que eu tinha ficado alguns quilômetros atrás na trilha que subia a serra. Eu ia para um acampamento do outro lado da montanha aonde o pessoal do grupo iria me aguardar, perto do rio. Ela me disse que fui atacado e mordido por um animal que tive sorte de dois companheiros voltarem para me procurar, e que fiquei em coma no hospital por alguns dias.

***

Acordo com o alarme do despertador tocando, sento na cama e sinto a mão de Angela acariciando minhas costas, me viro e a beijo. Vou tomar um banho frio, com a água caindo em minha cabeça, relembro do último final de semana na casa de minha avó. Lembro de acordar na varanda nu e de entrar em casa para tomar banho, de olhar no espelho do banheiro e me ver sujo de sangue, de um sangue que sabia não ser meu. Lembro de me limpar no banho, dos policiais na igreja e de antecipar meu retorno para a cidade.

Agora eu sei o que sou, o que me tornei. Um monstro!

Sempre que me olho no espelho ou qualquer superfície que reflita minha imagem, não consigo mais me ver, vejo a criatura em toda a sua grandeza, beleza, selvageria. Lembro agora, perfeitamente das manchas do meu sonho, dos seres fantásticos, vi inteligência mesclada ao bruto em seus olhos, Sou um deles.

Não desprezo o que me tornei, ao contrário… respeito.

Mas ainda sou um homem, sou capaz de amar, amo minha mulher, vou orar todos os dias, a fé no SENHOR me conforta.

Resta-me agora apenas conviver com o meu ser interior.

 

 

Conto escrito por Swylmar dos Santos Ferreira em 25 de março de 2012.

Imagem apenas ilustrativa retirada de  http://www.deviantart.com/art/werewolf-170074154.

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Publicado às 29 de junho de 2012 por em Contos, Contos de Terror e marcado , , .

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