Fantasticontos, escritos e literários

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O Quadro de Osíris


Ruben virou a esquina da Avenida Rio Branco quase correndo em meio à multidão que saia às pressas do trabalho, a maior parte ia apanhar uma condução para casa. Esse não era o destino de Ruben, ele virou uma ruela a esquerda e poucos passos depois estava em frente a galeria do mercado das telas onde encontraria Noêmia, a morena bonita, de cabelos curtos e cheios que conhecera na reunião à qual participara pela manhã. O que mais lhe chamou atenção na moça foram os grandes olhos verde castanhos que pareceram brilhar quando o viu.

Não podia deixar passar a oportunidade e a chamou para um happy hour, mas a moça não aceitou, ela queria ver uma exposição de quadros e perguntou se ele gostaria de ir. Ele topou.

– Cem reais a entrada para a galeria de artes em uma quarta-feira? Tá de sacanagem comigo? – Disse Ruben para o rapaz que fazia às vezes de ‘caixa’ e bilheteiro na entrada do pequeno prédio.

O jovem falou alguma coisa, que ele nem prestou atenção, Ruben entregou uma nota de cem e seguiu dois casais que estavam entregando o ticket de entrada. Subiu as escadas que levavam ao segundo andar – no primeiro ficava uma loja de lembranças de um lado da área de entrada e uma lanchonete pequena do outro lado. Virou à direita quando chegou ao segundo pavimento e foi lentamente procurando Noêmia nos corredores e salas dentre as dezenas de pessoas que apreciavam as obras de arte. Necessitou dar duas voltas na galeria para se convencer que a moça não estava ali.

Desceu, foi direto à lanchonete, tomou um suco de laranja, comeu um sanduiche de queijo com presunto e subiu de novo para, desta vez, observar melhor as telas. Ainda tinha esperanças que a moça aparecesse.

– Não é possível que eu tomei um bolo desses, falou mais para ele mesmo enquanto se sentava em um dos bancos do corredor principal para descansar. Mais de uma hora de espera.

Ao seu lado estava um homem idoso olhando uma tela de cores fortes que ficava na parede da sala. Depois de alguns minutos de silêncio o homem começou uma conversa com ele.

– Você também gosta de pinturas impressionistas meu jovem? Perguntou-lhe o homem.

Ruben olhou o velho sem entender a pergunta. Não entendia nada de pinturas, quadros, esculturas e só foi a galeria para encontrar a moça. Para dizer a verdade estava fulo com o bolo que tinha tomado e não queria muito papo, por outro lado não queria ser mal educado com o ancião.

– Não conheço nada de pinturas – disse ele educadamente – só passei rápido para encontrar alguém e já estou indo embora.

– Ora, mas que pena – falou o velho sorrindo amigavelmente – nesta exposição, este é o único quadro que realmente vale a pena ser apreciado. Não pelo valor, como pode ter observado é um dos mais em conta, e sim pela idade, é muito antigo.

O velho observou o rapaz e continuou.

– Dizem que este quadro foi pintado na época anterior aos grandes mestres impressionistas, por um pintor anônimo.

O velho sorria. Aparentava ser um sexagenário, no mínimo. Tinha cabelos curtos e barba curta branca. Era magro e estatura mediana, usava um suspensório vermelho que sobressaia na camisa branca.

– Um pintor de apenas um quadro não pode ser valioso, não é? Perguntou a Ruben para saber sua opinião.

Ruben ainda tinha esperança de ver Noêmia entrando pela porta principal da galeria e salvá-lo daquela conversa. Ele estava muito disperso o que não era o caso do ancião.

– Não sei, disse, não sei mesmo – comentou ele.

– Veja que interessante meu rapaz – disse o velho já animado com a conversa – toda tela tem uma história, desde quando o artista começa pintura até o dia em que é apreciada por multidões, ou se pertencer a um colecionador particular, apenas por ele. Ou ainda se é esquecida em algum cômodo antigo, poeirento e mofado. Vamos até mais perto para ver melhor?

O velho se levantou e Ruben ficou observando como ele parecia interessado na conversa, no quadro, não parecia se importar com as pessoas que passavam pelo corredor.

Nem sabe meu nome e já está conversando animadamente. Coisas da idade pensou.

– Perdoe eu perguntar, mas quantos anos o senhor tem?

O velho olhou em seu rosto e respondeu.

– Sou muito velho.

Ruben sorriu.

– E qual o seu nome?

O ancião voltou o rosto na direção de Ruben com curiosidade.

– Porque meu jovem? Meu nome tem alguma importância?

Rubens apenas sorriu e deu de ombros.

– Osíris – disse o ancião.

– Meu nome é Osíris – disse – estendendo a mão que Rubem acabou apertando.

– Meu nome é Ruben.

-Venha Ruben, ver um detalhe que percebi anteriormente. Já vi este quadro inúmeras vezes e para mim sempre é como se fosse a primeira vez.

Ruben estava prestando atenção na tela há alguns minutos. Realmente era diferente, cores vivas contrastando com opacas emprestavam-lhe uma disparidade estranha. A paisagem em si era maravilhosa.  

Finalmente se levantou.

Afinal tinha tomado um bolo e não tinha nada para fazer, o que custava olhar o quadro mais de perto?

Os cinco passos que separavam o banco em que estava sentado da parede onde estava afixada a tela foram transpostos rapidamente, quase que com sofreguidão, tamanho era o desejo dele, de se aproximar. O velho e Rubens observavam vivamente a tela.

Veja, continuou o ancião, telas são de diversos tamanhos para os mais diversos objetivos podendo ser para figuras, paisagens e outros. Podem ser compradas prontas ou ainda ser fabricada pelo próprio artista, de algodão ou outro material, esta por acaso é de papiro. É muito rara.

O ancião continuou.

– Em geral as telas são sempre de tamanhos fixos, no nosso caso, centímetros, por exemplo. Esta tem aproximadamente um metro por meio metro, eu diria. O que acha?

– Pode ser. – Respondeu estranhando a precisão.

– Os impressionistas tiveram seu auge de meados do século XIX até seu final. Mas esta tela… disse olhando nos olhos de Ruben, esta tela é datada do século XV, muito anterior, o que é estranho. Ao menos é o que está escrito neste pequeno release ao lado da tela, mostrou o pequeno papel. Autor desconhecido, 1496, Algarves.

Algo na tela chamava a atenção de Ruben, ela parecia mudar, como se aqueles traços estivessem desaparecendo e a pintura impressionista estivesse dando lugar a outros traços, de outra época, parecia retratar alguém, poderia ser uma mulher que olhava para o artista. Ela estava chorando a beira de um rio largo de águas caudalosas, plantas e vegetação ribeirinha em sua margem, a mulher parecia estar recolhendo algo.

– Veja os detalhes das sombras no pequeno riacho… O ancião olhava fixamente para Ruben. Olhe mais profundamente.

– O estranho – continuou ele – é que nesta época, com algumas exceções, em geral os artistas pintavam artes sacras pois eram financiadas por mecenas, pela Igreja ou por membros da aristocracia. Aproxime mais o rosto para ver melhor os detalhes.

Dizem meu caro, que nesta tela antes desta obra, havia outra pintura nela, mais antiga.

Os olhos do ancião estavam fixos em Ruben.

– Tão antiga quanto o próprio tempo e que mostrava um momento especial na vida de dois amantes. Em nossos dias caro Ruben, diriam que foi uma tragédia, ocasionada pela volúpia.

Ruben parecia não escutar mais o que o homem falava, estava tão concentrado no quadro que, o que enxergava agora parecia uma série de telas sendo expostas uma a uma, como uma rolagem de telas no celular, em ordem para evidenciar um fato ocorrido. Ele se esforçava para ver as imagens que aos poucos iam ficando mais nítidas. A mulher carregava algo pesado para colocar junto a outras partes que formavam um desenho estranho no chão. É claro, pensou. Ela está montando um corpo, um corpo envolto em tecidos brancos e que foi desmembrado, por isso ela chora.

– Não chore – falou Ruben em voz alta.

No quadro, parecendo escutá-lo, a mulher virou-se para ele, era de uma beleza estonteante, vestida com roupas antiquíssimas coloridas e algo na cabeça que parecia uma tiara. Ela deu um passo em sua direção e levantou o braço direito como se quisesse dar-lhe a mão. Ela parecia dizer algo, ininteligível a principio, outra língua é claro, até que tudo começou a clarear dentro da mente de Ruben. 

– Me ajude – disse ela.  Salve-o.

Naquele momento ela saiu da margem do grande rio e deu alguns passos em sua direção, esticando o braço direito e abrindo a mão como se fosse tocá-lo.

Ruben estava completamente concentrado no quadro e tão perto, que sentia que poderia mesmo entrar na tela para ajudar a mulher, tocá-la. Ele sentia sua angústia, seu desespero. A conhecia de algum lugar, onde? Estava confuso.

Por outro lado sentia que se isso acontecesse, estaria condenado a um destino cruel, que nunca deveria ser o dele. Um calafrio percorre-lhe a espinha e instintivamente começou a se afastar, então ouviu algo ao longe, alguém parecia chamar seu nome.

– Ruben! Ruben! A mulher a sua frente quase aos berros o chamava. Sentiu um sacolejar em seus ombros e virou a cabeça, saindo lentamente daquele transe.

– O que você tem? Está se sentindo mal? Que coisa mais esquisita, você estava com o rosto colado na tela.

Era Noêmia! A visão da moça fez surgir um sorriso no rosto de Ruben que a abraçou por alguns segundos.

– Pensei que você não vinha mais.

Ela o olhou ainda desconfiada. Ruben estava aéreo, como se procurasse aos poucos voltar à realidade.

– Tive que passar na escola do meu filho e levá-lo para casa e deixá-lo com minha mãe. O rapaz da condução me telefonou e disse que a van tinha quebrado. Vim o mais rápido que pude, estava com medo que você já tivesse ido embora.

– Desculpe, estou muito atrasada não é?

Ruben já havia se recuperado, a presença da moça, a voz e as mãos dela em seus braços foram o suficiente para retirá-lo do transe em que se encontrava.

Ruben olhou ao redor procurando o ancião para apresentá-lo a Noêmia, mas ele não estava mais ali. Procurou no meio das poucas pessoas que estavam na galeria e nada. Será que imaginei isso? Estou ficando doido? Pensou. Saíram da galeria e foram a um restaurante e de lá ele levou Noêmia para casa.

Aquela foi uma das piores noites que Ruben teve na vida. Começou com uma dor de cabeça leve e que aos poucos foi se intensificando, depois foram os pesadelos terríveis que fizeram com que ele acordasse aos sobressaltos por diversas vezes durante aquela noite.

No dia seguinte passou a maior parte da manhã em casa, se recuperando. Seus pensamentos estavam concentrados na mulher que havia visto no quadro. Foi para o trabalho e só saiu para um lanche no final da tarde.

Andou sem rumo por alguns minutos e quando percebeu estava na frente da galeria.

– Eu estou maluco? – Perguntou a ele mesmo na entrada da galeria de arte.

Quando se virou para ir embora, percebeu dois homens saindo da galeria. Foi andando lentamente até onde eles estavam e perguntou-lhes que horas fechava a galeria. Reconheceu um deles como o jovem da portaria na tarde anterior e foi este que lhe respondeu que não sabiam direito, pois estavam com um pequeno vazamento de gás na lanchonete.

Ruben ficou parado enquanto os homens iam na direção da avenida. A porta da galeria estava apenas encostada. Aquela era uma oportunidade ímpar de rever a tela, de tê-la só para ele, se alguém reclamasse ele pagaria o ticket. Pagaria o dobro se fosse necessário, só queria estar perto da tela e ver o que acontecia na pintura de fundo.

Entrou no prédio e subiu apressadamente as escadas virando à direita no corredor, deu dois passos e parou em um sobressalto. Alguém estava ao lado da tela. Ruben foi andando lentamente até chegar em frente à tela e reconhecer Osíris lhe sorrindo.

– Sabia que você viria Ruben.

– Como assim, sabia que eu viria?  – Perguntou Ruben.

– Como pode saber tanto assim sobre esse quadro? Quem é você de verdade?

O ancião sorria calmamente.

– Meu caro Ruben – disse ele quase que cantarolando – sou apenas um estudioso de obras de arte e no caso específico desta tela, devo lhe confidenciar que já fui proprietário dela. Hoje sou apenas o humilde gerente desta galeria.

– Como é possível ver uma pintura embaixo de outra? Estou ficando louco?

Osíris o olhava sorrindo.

– Permita-me então lhe contar uma história ou uma lenda, por assim dizer. Veja o quadro com bastante atenção e verá acontecer exatamente aquilo que lhe falo.

 – No passado existiu um rei, de uma linhagem muito especial que governou a cidade mais poderosa do mundo de sua época. Este rei tinha um irmão e duas irmãs e viviam todos felizes na casa real. Como era habitual naqueles tempos, para manter a linhagem, o rei se casou com sua primeira irmã e seu irmão mais novo se casou com a outra irmã e assim eles viveram felizes por muitos anos. O rei e sua rainha tiveram um filho que seria seu herdeiro natural ao trono, já seu irmão, o príncipe, e a mulher dele, a princesa, não tinham filhos. Um dia o rei, mandou seu irmão, o príncipe viajar para outro país, representando o reino em negociações vitais e deixou a princesa na casa real.

Ruben olhava atentamente para o quadro enquanto o velho contava sobre a lenda ele via as imagens percorrendo a tela.

– Certo dia enquanto a rainha e seu filho tinham saído para passear no enorme e caudaloso rio que banhava a casa real, o rei chamou a princesa e começaram uma conversa que de início foi de irmãos e aos poucos se transformou em algo maior. A princesa era jovem, bela e muito atraente e o rei a desejava ardentemente. Ele a chamou para perto e dispensou a criadagem e naquele dia ela a tomou como sua mulher. Eles se tornaram amantes, afinal, pensava o rei, se minha irmã mais velha era minha esposa, porque minha irmã mais nova também não pode ser? A princesa por sua vez admirava o rei e em seu intimo preferia ser rainha.

– Quando o príncipe voltou de sua viagem encontrou a princesa grávida e ficou pensativo. Porque ela não lhe contou antes de viajar que ele seria pai? Receoso que sua amada o houvesse traído, com o passar dos dias, semanas, o príncipe outrora gentil e bondoso se tornou amargo e retraído até que a criança nasceu e instintivamente, ao olhar para ela, o príncipe soube.

– Amargurado e cheio de ódio por seu irmão mais velho, o príncipe tramou uma insurreição contra ele e um dia o chamou para uma festividade. Nesta festa o príncipe montou um estojo, em madeira, ornamentado em ouro e pedras preciosas que ele havia trazido de sua viagem. Diante dos convidados falou que quem nele coubesse perfeitamente, sem se esticar ou se encolher, seria seu proprietário.

Diversos convidados experimentaram o belo e rico recipiente, porém nenhum tinha o tamanho exato. O príncipe então convidou o rei, seu irmão, para experimentar e quando este se deitou no estojo, o príncipe bateu-lhe na cabeça fazendo com que desmaiasse, colocou uma tampa sobre ele que ficou completamente vedado, e com o auxílio de outros convidados, jogou o estojo, com o rei no rio.

– Ainda fraco pela agressão sofrida e com água vazando pelas frestas da caixa, o rei se afogou e morreu, ficando o príncipe em seu lugar como monarca da cidade. A rainha entrou em desespero não aceitando a morte de seu amado, então com a ajuda de súditos leais começou a procurar a caixa onde estava o corpo de seu amado, encontrando-a perto das margens do rio afastadas da cidade trazendo-o de volta a casa real, onde pretendia, com a ajuda dos sacerdotes dar-lhe de novo a vida.

– Ciente das pretensões de sua irmã mais velha, o príncipe tomou-lhe o corpo do rei e o esquartejou jogando as partes em diversas partes do rio.

– A rainha começou nova busca pelo corpo de seu marido. Depois de muito procurar encontrou as partes do corpo de seu amado. Com a ajuda dos seus servos mais fiéis, as uniu juntando todas as partes com tiras de panos e papiros. O rei há muito tinha morrido e não poderia mais ficar com aquele corpo despedaçado no mundo dos vivos.  Ele então se tornou o rei do mundo dos mortos.

Ruben, todo arrepiado, olhava para a tela fixamente, a mulher ainda o chamava.

– O que ela quer de mim? Perguntou.

Osíris o olhava seriamente.

– Ela crê que atraindo incautos com sua beleza, poderá fazer seu marido retornar ao mundo dos vivos.

Ruben estava apavorado, lembrou-se que quase deu a mão à mulher e que se o tivesse feito estaria perdido agora. Ao olhar o ancião viu em seu pescoço e braços cicatrizes profundas.

– Ajude-a, pediu o ancião.

– Permita que ela recupere o marido e possa ser feliz outra vez.

– Vamos dê-lhe sua mão – implorou em voz exasperada.

Ruben se encolhia de medo naquele instante, tinha que fazer alguma coisa. Algo invisível o prendia ali.

– O que aconteceu ao príncipe, à rainha e à princesa? – Perguntou.

O velho olhou com incredulidade para ele. O que importaria aquilo?

– O traidor reinou por muitos anos, ele tomou a rainha e a princesa como suas mulheres e ambas tornaram-se suas rainhas e tiveram seus filhos. Muito tempo depois foi deposto pelos filhos do rei. Ele não morreu. Nem elas.

– Ajude-a. Você deve ajudá-la a trazer o rei de volta agora – disse o velho e, voz alta.

Agora! Ou eu o destruirei aqui mesmo! – disse ameaçador.

De súbito em sua mão havia uma adaga antiga de prata com detalhes em ouro e lápis lazúli.

– Não! – disse Ruben amedrontado e chorando.

– Então morra! – falou o velho levantando a adaga e andando em sua direção.

Ruben se encolheu de medo, então ouviu um estampido alto como uma explosão, e ele foi jogado contra a parede pelo deslocamento de ar. O fogo e a claridade que se seguiram fizeram com que saísse do transe. Se Levantou rápido e saiu correndo pelo corredor e desceu as escadas. Não viu mais o homem chamado Osiris.

Os dois homens que ele havia visto anteriormente na rua, estavam no chão chamuscados e machucados. Ruben os ajudou a sair do prédio que rápida e ferozmente era engolido pelo fogo. Quando chegaram, os bombeiros nada puderam fazer pela galeria e suas obras de arte.

Ruben saiu do hospital no outro dia abraçado com Noêmia. Passaram pela recepção e algo chamou sua atenção. A tv do hospital transmitia o jornal do meio-dia. A notícia dada pela ancora falava do incêndio, mostrando imagens feitas por transeuntes e da completa destruição do pequeno e antigo prédio e que a causa do incêndio havia sido vazamento de gás. A jornalista comentou ainda sobre a perda terrível das telas com um prejuízo enorme, com exceção de uma única obra de arte que foi arremessada pela janela durante a explosão. Um belo quadro de estilo impressionista, sem autor identificado.

Ruben sentiu um arrepio por todo o corpo, abraçou Noemia e se foi.

Fim                                                         

Um conto de Swylmar Ferreira em 05 de novembro de 2013

Imagem gerada por IA

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Publicado às 27 de outubro de 2025 por em Contos de Terror, Contos Fantásticos e marcado , .

A saga de um andarilho pelas estrelas

DIVULGAÇÃO A pedido do autor Dan Balan. Sinopse do livro. Utopia pós-moderna, “A saga de um andarilho pelas estrelas” conta a história de um homem que abandona a Terra e viaja pelas estrelas, onde conhece civilizações extraordinárias. Mas o universo guarda infinitas surpresas e alguns planetas podem ser muito perigosos. O enredo é repleto de momentos cômicos e desconcertantes que acabam por inspirar reflexões sobre a vida e a existência. O livro é escrito em prosa em dez capítulos. Oito sonetos também acompanham a narrativa. (Editora Multifoco) Disponível no site da Livraria Cultura, Livraria da Travessa, Editora Multifoco. Andarilho da estrela cintilante Por onde vai sozinho em pensamento, Fugindo dessa terra de tormento, Sem paradeiro certo, triste errante? E procurar o que no firmamento, Que aqui não encontrou sonho distante Nenhum outro arrojado viajante? Volta! Nada se perde com o tempo... “Felicidade quis, sim, encontrar Nesse vasto universo, de numerosas, Infinitas estrelas, não hei de errar! Mas ilusão desfez-se em nebulosas, Tão longe descobri tarde demais: Meu amor deste lugar partiu jamais!”

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Bom dia.
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- Sinopse -

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Madhu é uma Semente Estelar e terá que semear a Terra para gerar uma Nova Realidade que substituirá a ilusória realidade criada por Lúcifer. Porém, a missão não será fácil, já que Marduk, a personificação de Lúcifer na Via Láctea, com a ajuda de seus fiéis sentinelas reptilianos, farão de tudo para não deixar a Nova Realidade florescer.
Madhu terá que tomar uma difícil decisão. E aprenderá a usar seu poder sombrio em benefício da Luz.

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