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Nunca mais vi Marília


O vento frio do entardecer, batendo forte no rosto durante a caminhada, faz com que quase me arrependa de tentar manter a forma física de outrora. O bairro, de certa forma tranquilo, possibilita aos moradores um pouco de qualidade de vida e facilita que façam seus exercícios físicos pela manhã ou à tarde.

– Cansei! – falo comigo em tom de reprovação, desacelerando aos poucos.

Já no final da caminhada ouço o tilintar de uma campainha de bicicleta passar por mim, tira um fino e quase me joga ao chão. Ia reclamar com a imprudente, mas vejo apenas de relance o sorriso e os cabelos negros e compridos da moça revoar ao vento, fazendo lembrar um pássaro preto indo para a liberdade. Não falo nada.

Caminho mais uma quadra e entro na padaria para comprar o lanche da família (eu, meu gato e um papagaio), pego leite e os pães e ao me virar esbarro em alguém que passava nos corredores apertados e deixo cair a caixa de leite. É ela.

– Desculpe, disse ela abaixando e pegando a caixa para mim.

– Não tem problema – disse eu embasbacado com o sorriso maravilhoso.

– Quase atropelei você na outra esquina não foi? Falou rindo. Esticou o braço e me devolveu a caixa de leite.

Peguei com uma mão e estiquei a outra para me apresentar, não podia perder a oportunidade de conhecê-la.

– Meu nome é Valter. Disse sorrindo para ela.

Ela poderia apenas me ignorar, mas olhou meu rosto e apertou rapidamente minha mão.

– Marília.

– De Dirceu? Brinquei.

Ela sorriu.

– De ninguém…ainda. Sorriu e olhou rapidamente em meus olhos.

Foi assim que nos conhecemos.

Ela montou na bicicleta e se foi, quando estava na esquina olhou para trás. Voltei para a padaria, afinal tinha que pagar a conta.

Encontrei Marília no dia seguinte, domingo, enquanto caminhava. Ela desceu da bicicleta e andou vagarosamente ao meu lado, conversando. Fui com ela até uma das ruas mais belas do bairro, a rua independência, na encosta de um morro baixo, onde os ricaços haviam construído verdadeiras mansões. Ela parou em uma casa enorme com muros altos cobertos por heras venenosas. Quando nos despedimos ela tocou minha mão por algum tempo.

Eu queria que aquele momento não terminasse. Ela me surpreendeu, me deu um beijo no rosto e entrou no portão.

Eu quase não respirava, fui para casa transtornado. A todo momento sentia uma vontade quase incontrolável de voltar à casa da moça, conversar, abraçá-la. Tinha que me controlar, não era mais um menino, passava dos quarenta e ela aparentava muito, muito menos.

Saía todos os finais de tarde na esperança de revê-la, e como se tivéssemos um encontro marcado eu a encontrava e conversávamos longamente. A semana passou lentamente e eu não conseguia tirar Marília da cabeça, estava disperso e o lugar onde ela tocou em meu braço parecia sensível, com certeza era alguma bobagem da minha cabeça, afinal, como dizia minha tia Flora, estava começando a dobrar o cabo da boa esperança e ainda não tinha um relacionamento sério. Na sexta-feira, quando passei caminhando pela rua onde ela morava eu a vi saindo de casa. Disse que ia ver uma sobrinha que estava adoentada e que voltaria cedo para casa, aproveitei a dica e perguntei se não gostaria de jantar comigo. Ela topou, mal acreditei.

Fomos a um restaurante onde serviam um rodízio de caldos, que caiu maravilhosamente bem naquela noite fria. Conversamos longamente principalmente sobre meu trabalho. Falo demais.

Algo em Marília me enlouquecia, tirava meu autocontrole, queria fazer todas as suas vontades, talvez fossem seus grandes e lindos olhos negros, talvez a maneira como falava comigo e como se interessava pelo que eu tinha a dizer, ou ainda a maneira como ela me abraçava.

Com o beijo, definitivamente vi que estava apaixonado. Tinha que ter a moça, necessitava amá-la e a levei para minha casa.

Acordei na manhã seguinte estranho, procurei Marília na minha cama e não a encontrei. Lembrei que ela falou que tinha que ir para casa. Levantei-me e estava fraco, a cabeça rodou e quase desmaiei, depois do banho resolvi comer alguma coisa e aproveitei para ir alimentar a mulata. Fui até a gaiola e para minha tristeza vi que a mulata tinha morrido.

Como era possível, pensei. Eu a tinha alimentado ontem antes de sair, tinha brincado com ela. Alfred estava fora de casa desde quinta-feira em uma de suas saídas. Fiquei tentando lembrar de algo, mas nada vinha a cabeça. Liguei para a veterinária e eles vieram pegar minha velha amiga e enterrar.

Voltei para o quarto para arrumar a cama e vi um bilhete me chamando para ir jantar na casa dela à noite. Sorri.

Estava muito cansado, como se tivesse carregado um peso enorme por muito tempo, com se alguma coisa tivesse me sugado as energias, resolvi dormir. Acordei depois de meio dia e fui comer uma lasanha no shopping perto de casa e beber uns dois ou três chopinhos também, afinal ninguém é de ferro.

Sentado na mesa com o copo de chope na mão fiquei pensando na mulata, não ia mais ter gritaria de boas vindas quando chegasse em casa, não ia mais ter cantoria pela manhã. Ainda estava chateado, afinal ela estava na família há mais de cinquenta anos e eu gostava de verdade do bichinho. Resolvi ir para casa.

Sentei-me na pequena varanda e comecei a lembrar de Marília, seus lábios, sua pele macia, pernas torneadas, seios lindos e aquilo tudo tinha sido meu.

Fui interrompido pelo telefone, era Paulinho, meu amigo e vizinho da casa de trás me dizendo que não tinha notícias boas. Fui até lá e tive um choque. Alfred também estava morto. Não resisti e chorei.

Sempre tive bom relacionamento com os vizinhos e com Paulinho era melhor ainda. Estudamos juntos no segundo grau e fui um dos seus padrinhos de casamento. Haviam passado mais de dez anos que ele tinha se casado e continuávamos ali.

– Cheguei em casa e achei o Alfred aqui na área dos fundos, desse jeito. Cheguei a pensar que o cachorro o tinha pego, mas não há marcas de mordida e nem de baba, você pode ver. E o focinho dele está estranho.

Peguei o meu gato e examinei direitinho, Paulinho tinha razão. Algo em seus olhos me chamou a atenção, algo que eu tinha reparado também nos pequenos olhos da mulata. Era medo.

– É algo nos olhos dele, Paulinho, estão arregalados, como se tivesse visto algo estranho. Seja o que for ele ainda tentou correr e acabou morrendo aqui.

 Falei da mulata para ele.

– Coincidência, falou Paulinho.

– Não acredito em coincidências, comentei.

Não lembrava de Alfred ter voltado para casa, não lembrava de ter ouvido a mulata me chamar, como sempre acontecia quando eu chegava em casa. Lembrava de muito pouco da noite passada, pior que não tinha tomado nem uma gota de álcool. Aquilo ficou em minha cabeça, martelando…

Uma pergunta continuava em minha mente. Como era possível?

Às oito da noite em ponto apertei a campainha da casa de Marília. Quando a vi, esqueci todas as minhas preocupações. A iluminação interna da casa era pouca e aparentava um certo abandono. Eu estava um pouco nervoso pois ia conhecer a família dela, preocupado se eles me achariam velho demais para a linda menina deles, quando surgiu correndo pela sala uma menina de uns quatro anos com um lenço amarrado no rosto, como aqueles que eu usava quando brincava de caubói na infância, gritava desesperada e logo atrás rindo vinha uma outra moça que aparentava uns quinze anos de idade, mesmos cabelos negros, mesmos olhos grandes. Eram versões mais jovens de Marília.

– E seus pais, estão em casa? Perguntei a Marilia com um sorriso.

– Lá embaixo, temos uma área intima no porão muito legal, depois nós descemos. Disse ela me olhando séria.

– Seus olhos parecem diferentes, falei sentado no sofá com ela ao meu lado e a outra moça em uma poltrona a nossa frente. A menininha brincava ao meu lado, sentada no chão com o lenço sobre a boca.

– É a iluminação…gosto de iluminação fraca…me sinto bem. Fico mais a vontade. Marisa forçava um sorriso.

– Tudo bem para mim, respondi sorrindo. E a menina e a mocinha são suas irmãs?

Marília riu alto, sua voz parecia diferente, mais fina, como se arranhasse uma superfície lisa, incomodou meus ouvidos e cheguei a fechar os olhos.

– Não meu amor, disse ela, são minhas filhas.

Me surpreendi com a resposta, afinal, ela era tão jovem. Fiquei tentado a perguntar sua idade, porém, sabia que seria inadequado.

A moça se levantou, me pareceu estar mais alta, ficou ao lado de Marília, eram iguais. Foi mãe muito cedo, pensei.

Virei para ver a criança com mais atenção, o lenço afrouxara um pouco do rosto e pude ver que escorria algo do canto da boca.  Ela coçou a cabeça e sua mãozinha tocou no lenço que caiu em seu colo. Ela, inocente, continuou a brincar.

Me aproximei para ver melhor e senti um frio no estômago. Os olhos eram normais , mas ela não tinha nariz, apenas duas fendas por onde respirava e naquele momento vi que tinha uma boca com o dobro do tamanho da boca de uma criança normal. Voltei a cabeça para falar com Marília e vi que a filha mais velha continuava em pé.

Algo explodiu em minha cabeça, fiquei tonto, se estivesse em pé desmaiaria, consegui no reflexo desviar de um segundo golpe e rolei no chão. Cambaleei até o canto da parede, completamente zonzo surpreso com o que estava acontecendo, o local da pancada ardia e latejava sem parar, percebi que o sangue escorria pela cabeça e chegava à camisa que começava a encharcar na parte posterior do colarinho.

Passei a mão na cabeça ainda ardendo e meu instinto dizia para ficar acordado, senão seria o meu fim. Firmei a vista na direção delas e o que vi me paralisou de medo.

Marília agora também estava em pé a minha frente, seus braços macios e suas belas e delicadas mãos, agora davam lugar a garras enormes e braços ossudos e encurvados mostrando uma musculatura poderosa. Sua boca era igual a da criança, só que dela saiam dezenas de dentes enormes finos e pontiagudos, seus olhos eram completamente negros. Apenas o nariz continuava o mesmo. Seu tórax parece ter crescido também e em suas costas a espinha aflorava, evidenciada pelo tecido do vestido. Eu estava horrorizado com a cena.

Tinha que tentar sair dali, corri para o corredor tentando alcançar a porta. Marília foi muito mais rápida. Quando a vi, já estava em pé barrando a saída. Virei e fui em direção a outra porta, que escondia uma escadaria que descia ao porão. Alguém tinha pulado em minhas costas, senti seus dentes cravando no meu ombro esquerdo.

Senti que a garota estava sugando além do sangue, toda a minha energia. Um cansaço muito grande se apossou de mim, mas continuei descendo três ou quatro degraus até que perdi o equilíbrio e caí. Rolei para frente, aproveitei o impulso e me joguei de costas no chão. Com o impacto do meu peso, a moça me largou. Ficou no chão deitada tentado respirar, mas o ar havia saído de seus pulmões. Se é que ela tinha pulmões.

Escutei passos descendo apressados as escadas.

Olhei em volta, era uma antessala que dava para outro lugar, abri uma porta velha de madeira e entrei em uma espécie de salão,  era onde a “família” de Marília estava.  Entrei e fechei a porta de novo, arrastei uma mesa de madeira e encostei na porta, olhei ao redor procurando por uma janela, por uma saída. Nada.

O cômodo era grande, com o mesmo espaço da sala do andar de cima, tinha três sofás confortáveis em frente a uma lareira de pedras, que provavelmente havia sido usada recentemente.

No canto da sala do andar de baixo, no sofá mais afastado, havia cinco corpos exprimidos no pequeno espaço. Não acreditava no que estava vendo, me aproximei e identifiquei dois adolescentes e três adultos. Todos pareciam estar mortos há algum tempo, as peles ressequidas, os olhos esbugalhados, vazios, sem expressão, como se além de toda a energia e força vital, alguma coisa também lhes houvesse roubado as almas.

Fui até a lareira e peguei um atiçador de fogo de ferro fundido que estava encostado na parede. A porta se abriu com um estrondo, lançando a mesa quase em cima de mim, olhei para Marília e sua filha mais velha e brandi o objeto como se fosse uma arma, mostrando que iria me defender.

– Marilia, eu disse. Quem são vocês? O que fizeram com essa gente?

Ela respondeu com uma voz fina e esganiçada, olhando para os mortos no canto oposto da lareira.

 – Quer mesmo saber, cadáver. Pois bem.

Ela deu dois passos para a esquerda se separando um pouco da moça. Quem sabe querendo protegê-la ou apenas separando para facilitar o ataque.

– Quem somos é um problema nosso, vociferou Marília, vocês acham que são os únicos que habitam esse mundo?  Meu povo está aqui muito antes que o seu, embora, em realidades separadas. A diferença é que vocês se proliferam como ratos, aos milhões, enquanto nós nos reproduzimos raramente e ainda precisamos de vocês, de seus machos para isso.

– Minha avó disse uma vez que vocês são uma parte de nós que não deu certo. – Ela sorria desafiadora.

– Como assim, existem mais criaturas diferentes de vocês? Perguntei mais para ganhar tempo do que por interesse.

– Como são ignorantes e mesquinhos! Disse ela dando mais um passo em minha direção. Não acreditam em sua própria história, nem em suas lendas, riem-se de seu passado. Vocês são fracos. Estou nesta cidade há mais de um século e sempre passo despercebida entre vocês, acontece há tanto tempo que não tenho mais medo. Para mim vocês são gado, servem para que eu me alimente de sua energia, de suas almas e às vezes de seu sangue e carne.

 – Estes, falou ela apontando para os corpos no sofá – foram nossas últimas caças. O rapaz queria a minha filha e nos convidaram para sua casa, viemos e os dominamos. Devoramos sua energia, sua alma, um por um.

– Chega de papo!

Marília e a moça saltaram sobre mim quase ao mesmo tempo, sabia que só poderia me defender de só uma. As garras de Marília rasgaram meu peito enquanto abria a enorme boca e procurava me puxar para uma mordida mortal. Levantei o atiçador e enfiei em sua bocarra escancarada, de baixo para cima.

Ela me olhou com surpresa e bateu com a garra no meu rosto quase me arrancando o maxilar inferior. A moça estava mordendo minha coxa direita e sugando além do sangue, toda a energia que podia, até que percebeu que Marília havia caído no chão com o atiçador atravessado em sua cabeça e me largou. Marília tremia sentada no chão tentando arrancar o atiçador. A garota gritava alto pela mãe.

Saí pela porta, mancando, correndo e arrastando a perna que não queria obedecer, subi as escadas até chegar à porta de madeira maciça que estava trancada, tentei abrir, mas a dor no ombro era muito grande. Em desespero corri pelo corredor na direção da sala e passei pela criança que estava sentada quieta no sofá, me olhando como se não entendesse o que estava se passando.

Atravessei a porta que dava para a varanda na frente da casa, quebrando os vidros, pulei o muro e consegui fugir. Corri rua abaixo ofegante, o sangue saindo do ombro e da perna mordidos e do talho no peito rasgado pela criatura. Consegui chegar a uma rua movimentada e avistei alguns carros passando. Quando estava chegando nos carros fui atropelado por uma motocicleta e não vi mais nada.

Acordei em um hospital público. Os médicos disseram que eu precisei de duas transfusões de sangue e que meu coração chegou a parar de bater por duas vezes, felizmente me trouxeram de volta.

Paulinho e o rapaz da moto que me atropelou, foram me visitar no hospital algumas vezes, eu fiquei um mês e meio internado e depois da alta fui para minha casa.

Soube que a polícia invadiu a mansão e achou os corpos da família que Marília e as filhas haviam sugado. Tive que depor sobre o que havia acontecido diversas vezes e cheguei a escutar os investigadores dizendo que era uma história de louco. Depois de um tempo me deixaram em paz.

Mesmo depois de um tempo ainda acordo de madrugada com pesadelos horríveis com elas tentando me pegar.

Contei a história toda para o Paulinho. A princípio não acreditou até se lembrar dos donos da casa.

Mandei fazer uma foto grande que tinha do Alfred ao lado da mulata e coloquei na parede da sala. Ainda sinto falta da cantoria da mulata pelas manhãs e de dividir meus jantares com o Alfred.

Parei de caminhar ao entardecer.

Nunca mais vi Marília.

Conto de Swylmar Ferreira,  em 11 de julho de 2011

Revisado em 07 de julho de 2025. Imagem gerada por AI

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Publicado às 16 de agosto de 2025 por em Contos, Contos de Ficção Científica, Contos de Terror e marcado , , .

A saga de um andarilho pelas estrelas

DIVULGAÇÃO A pedido do autor Dan Balan. Sinopse do livro. Utopia pós-moderna, “A saga de um andarilho pelas estrelas” conta a história de um homem que abandona a Terra e viaja pelas estrelas, onde conhece civilizações extraordinárias. Mas o universo guarda infinitas surpresas e alguns planetas podem ser muito perigosos. O enredo é repleto de momentos cômicos e desconcertantes que acabam por inspirar reflexões sobre a vida e a existência. O livro é escrito em prosa em dez capítulos. Oito sonetos também acompanham a narrativa. (Editora Multifoco) Disponível no site da Livraria Cultura, Livraria da Travessa, Editora Multifoco. Andarilho da estrela cintilante Por onde vai sozinho em pensamento, Fugindo dessa terra de tormento, Sem paradeiro certo, triste errante? E procurar o que no firmamento, Que aqui não encontrou sonho distante Nenhum outro arrojado viajante? Volta! Nada se perde com o tempo... “Felicidade quis, sim, encontrar Nesse vasto universo, de numerosas, Infinitas estrelas, não hei de errar! Mas ilusão desfez-se em nebulosas, Tão longe descobri tarde demais: Meu amor deste lugar partiu jamais!”

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Bom dia.
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- Sinopse -

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