Fantasticontos, escritos e literários

Blog para contos de ficção científica, literatura fantástica e terror

Doc1


– Boa tarde, seu Carlos! – diz o homem do “caminhão de sorvete”, olhando sorridente ou para mim ou para uma das crianças que se cutucavam em uma fila tortuosa para comprar picolés ou sorvetes. É um modelo bem antigo, da década de 1960 onde caminhões de sorvete eram vistos cruzando a cidade atrás de algumas vendas e atraindo dezenas de crianças. Hoje é uma raridade!

– Boa tarde… – respondi devolvendo-lhe o sorriso e continuei caminhando em direção à minha casa.  Quase me deu vontade de pedir um. Andei mais dois ou três minutos e neste curto intervalo de tempo olhei uma dúzia de vezes para trás, até chegar à porta branca da casa verde claro. Sempre achei aquela cor muito feia, mas era a cor que a proprietária da casa sempre pintava. Peguei a chave, abri a porta e entrei. Fui direto ao computador que ficava sempre aberto na sala e entrei na sala de reuniões virtual do site.

Só havia uma outra pessoa na sala. Fiquei contente pela companhia virtual, mesmo não conseguindo ver o rosto de Ana do outro lado da videoconferência, porque a imagem estava desfocada. Haviam se passado cinco dias desde a última reunião e eu precisava atualizar o grupo sobre as investigações, afinal, todos ali se diziam jornalistas, investigadores, detetives particulares e até mesmo um que assumia abertamente que era apenas curioso. Esse era eu.

É claro que tinha um site desse grupo no qual, até um tempo atrás, eu postava ao menos semanalmente e um podcast também, mas não era um profissional como os outros. Mesmo assim mergulhei de cabeça em algumas averiguações.

– Pessoal, vou terminar de ler o documento outra vez e deixar disponível no site do grupo. Mas eu não sei, nos últimos dias tenho a sensação de que quem está sendo vigiado sou eu, então cuidado. Talvez seja melhor mandar o Doc 1 para a polícia, isto é, se um de vocês tiver algum conhecido por lá.

– Vou sair. – Disse depois de alguns segundos.

– “Até…”

Ainda ouvi um zum, zum, zum e alguém pedindo explicações e chamando meu nome, mas não tenho disposição, nem muito tempo agora.

O que de início começou como uma brincadeira, algo para passar o tempo, ao menos para mim, acabou se transformando em uma das coisas mais sérias que fiz na minha vida, desde a formatura.

Saio e vou para meu quarto, me sento na cadeira que fica encostada na mesa, abro a gaveta procurando minha documentação pessoal, cartões, o pouco dinheiro que tenho e guardo o que achei em uma pasta. Tem que ser fácil de carregar em caso de pressa.

– Como me meti nisso? – Falo em voz alta para mim mesmo diante do espelho atrás da porta do quarto. Sento no recamier encostado na cama e imediatamente começo a lembrar.

Havia rumores circulando nas redes sociais que duas pessoas, adolescentes, haviam desaparecido aqui no bairro onde moro e acabei postando nesse grupo de averiguações e, imediatamente, sugeriram que eu começasse uma busca para saber o que tinha acontecido.

Consegui os nomes das moças e comecei a procurar nas redes sociais e os costumeiros anúncios de que haviam desaparecido haviam sido retirados. A única resposta que obtive foi de um tio, irmão da mãe de uma delas, que dizia que as havia encontrado. Pedia desculpas pelo incomodo e explicava que elas haviam sido encontradas com dois marmanjos, curtindo um feriadão em uma praia no litoral. Tinha também uma foto do grupo na casa de praia.

Passados alguns dias comecei uma nova pesquisa sobre um homem que ficava em um parque perto da minha casa olhando para crianças, pois havia mães e pais revoltados com a situação. Mas, como descobri, não se tratava de um pervertido. Era apenas um policial aposentado que procurava traficantes no lugar.

Para dizer a verdade eu havia procurado ao menos uma dúzia de casos que não deram em nada, até que, como diz o ditado antigo: “m…. quanto mais mexe, mais fede”.

João, o policial, havia se aposentado como investigador na polícia há pouco menos de um ano e se mudou para o bairro para ficar perto do filho e dos netos. Logo se deu conta de que havia um grupo de moleques tentando vender entorpecentes no parque onde seus netos gostavam de brincar, daí passou a tomar conta do lugar e os fedelhos desapareceram de lá.

Como tínhamos muito em comum, as vezes ficávamos horas conversando, até que um dia eu falei do grupo. Ele ficou ressabiado de início e logo falou de suas experiências. Me disse que ali mesmo, no bairro, tinha uma casa que parecia estar abandonada, quase em frente à casa onde ele morava e que, estranhamente, uma vez ao mês ia uma senhora para fazer a limpeza.

Aquilo aguçou minha curiosidade e decidimos ficar de tocaia, perto da casa, e ver o que acontecia de verdade. Não demorou uma semana e vi, um dia pela manhã, uma senhora chegando e entrando na casa. Liguei para o João e fomos lá ver do que se tratava.

Dona Carmem, a mulher da limpeza, nos recebeu muito bem. Até nos serviu um chá de canela gelado, para “rebater o calor”, nas palavras dela. Ela foi muito solicita e contou que trabalhava há muitos anos para o dono da casa, Seu Sérgio, um sujeito taciturno e de pouca conversa, mas que sempre a tratou muito educadamente e bem.

Doc1

Hoje aconteceu algo estranho enquanto fazia minha caminhada à tarde. Estava andando tranquilamente quando uma SUV preta passou em sentido contrário ao que eu ia. Não sei o porquê, mas depois de alguns passos olhei para trás e reparei que o carro manobrou e veio em minha direção e ao passar por mim quase parou, rodando praticamente na velocidade na qual eu caminhava.

Confesso que cheguei a pensar se seria algum conhecido ou vizinho que queria falar alguma coisa comigo, então o carro acelerou lentamente e virou à esquerda na outra rua e eu o perdi de vista.

Não sei se foi apenas desconfiança, mas confesso que me assustou bastante.

Ultimamente tenho medo de tudo, olho para os lados, para cima e principalmente agora estou com a mania de andar com uma bengala batendo no chão, e eu enxergo muito bem. Mas existe uma razão para isso. Eu tinha ido passar uns dias com minha mãe que estava adoentada e que mora com uma das minhas duas irmãs do segundo casamento dela. Um dia eu havia saído para correr no belo parque municipal que fica perto da casa delas e cuja pista, parte terra e parte asfalto, tem mais de quinze quilômetros, circundando um dos três lindos lagos da região.

Como tenho uma certa idade vou sempre devagar e em um dos trechos que era um longo caminho de terra no meio da mata aconteceu algo peculiar que eu nunca entendi. Uma jovem mulher passou por mim correndo rápido e eu fiquei observando. A estrada, apesar de reta, tinha uma inclinação e eu a vi subir a pequena ladeira e desaparecer com um grito abafado. Pensei que ela havia caído e rapidamente cheguei aonde ela deveria estar e me preparei para ajudar, mas ela havia desaparecido. Estou ficando louco, pensei.

Resolvi voltar dali e pedir ajuda. No meio do retorno encontrei dois guardas do parque que estavam de bicicleta e eles foram rápido até o lugar. Como eu, não encontraram ninguém.

Durante dois ou três dias eu mesmo procurei a mulher. Ia ao parque e ficava quase todo o dia esperando vê-la passar. Fui aos hotéis e pousadas ali perto, dava uma descrição rápida dela, mas ninguém a tinha visto. Falei com minha mãe e minha irmã e não conheciam ninguém como ela. Uma visita que deveria ser de uma semana no máximo, se estendeu por três. No final tive que me conformar que alguém havia feito uma brincadeira de mal gosto comigo, ou eu alucinei por um momento, ou enlouqueci.  

Depois que voltei para casa, confesso que minha perspectiva mudou radicalmente. Comecei a ver sites sobre pessoas que desaparecem e descobri que mais de cem pessoas desaparecem por dia em meu país e que desses, há um percentual incômodo que ninguém nunca mais ouve falar.

Eu li de tudo, assisti a quase tudo na internet, canais de TV que falavam sobre o tema e cheguei a conclusão que muitas pessoas simplesmente fogem de suas vidas e tentam em outro lugar um recomeço, alguns sofrem acidentes, morrem e são enterradas como indigentes e suas famílias nunca descobrem seus paradeiros, uns provavelmente são capturados por loucos psicopatas ou por criminosos psicóticos que tiram suas vidas e desaparecem com os corpos, mas um percentual continuava sem explicação em casos como o que eu testemunhei.

Como tanta gente desaparece e ninguém se preocupa? Como pessoas esquecem seus familiares e se conformam com isso? Alguns nem denunciam na polícia. Tinha algo errado ali.

Comecei a postar em redes sociais o que havia acontecido e minhas dúvidas, mas poucos levaram a sério. Até que um dia uma resposta que valia a pena surgiu sem mais nem menos. Uma mulher pedia ajuda na busca de seu filho adolescente e eu resolvi ajudar.

Clarisse era uma mulher triste, via-se em seus olhos. O desaparecimento do filho destruiu sua vida e seu casamento. Ela me contou que Paulo desapareceu quando a família estava de férias na praia, isso fez com que a polícia acreditasse em afogamento. Mas existia um vídeo que mostrava a criança brincando na areia, longe do mar. O que me causou estranheza foi um detalhe que ela contou: os telefones dela, do marido e de outras pessoas que estavam por perto tocaram ao mesmo tempo e eles desviaram o olhar por segundos. Foi suficiente para ela tirar seu olhar do pequeno Paulo.

Enquanto Clarisse falava, algo veio em minha cabeça. Lembrei imediatamente de uma cena que vi quando eu era garoto, enquanto observava um louva deus na varanda de casa e um pássaro passou voando, rápido com um raio, e arrebatou o inseto e o devorou.

Pedi para examinar o vídeo, coloquei em um programa no computador e passei a ver a parte do vídeo que interessava quadro a quadro. Reparei que tinha uma mancha quase imperceptível que passou em alguns quadros, perto da criança. E de repente Paulo não estava mais ali.

Nada falei para Clarisse, nem a ninguém. Era loucura. Devia ser apenas uma sujeira no vídeo, mas aquilo não me saiu da cabeça, nem mesmo quando voltei para casa.

Será que existiria um predador que a raça humana nunca se deu conta? E que nós seriamos apenas presas para essas criaturas? Ou algo a ser estudado?

Não! Teria que ser algo maior e sempre existiriam vestígios como sangue, ossos…

A única coisa que me veio a mente é que tal criatura, se existisse, teria que ser grande, invisível aos nossos olhos e inteligente, muito inteligente, tecnologicamente mais avançada que nós. Uma civilização dessas criaturas teria fácil acesso às nossas tecnologias que, provavelmente, seriam rudimentares para eles.

Tal perspectiva me aterrorizou! Passei semanas sem sair de casa pesquisando na net, assistindo documentários. Cheguei mesmo a ir a bibliotecas pesquisar em livros antigos, fui a sebos e adquiri mais livros, li tudo o que consegui encontrar e poucas coisas interessaram.

Dentre as poucas que despertaram meu interesse, apenas uma delas me chamou a atenção, um relato em um site que mais parecia ficção, onde o autor falava sobre criaturas de uma civilização mais antiga que chegou a centenas de milhares de anos em nosso mundo e aqui ficou interagindo com os seres que aqui viviam. Escolheram uma espécie e a melhoraram geneticamente, tornando-a viável e agradável aos olhos deles. Mas com o passar dos séculos, o ocaso chegou para aquele povo e eles, os membros remanescentes, tiveram dois caminhos: alguns se misturaram geneticamente àqueles que haviam criado, acreditando que seria a chance de ter um futuro para sua raça, enquanto outros permaneceram puros e foram regredindo intelectualmente até se tornarem meros caçadores, usando uma tecnologia que ainda conseguiam compreender, sendo devoradores da espécie que haviam ajudado a construir.

Preciso alertar minha mãe e irmã sobre essas coisas e vou fazer isso pessoalmente pois creio que estou sendo vigiado. Coloquei câmeras de vigilância em casa, pois tenho um pressentimento que algo pode acontecer.

“Envio o texto do Sergio, junto com minhas impressões gravadas neste vídeo que estou preparando, e aproveito para falar e mostrar uma página que Dona Carmem nos entregou naquele dia. Parecia ter sido molhada e tinha poucas coisas inteligíveis que eu e João conseguimos ler.  Falava sobre uma câmera escondida que ele colocara em casa, que nem Dona Carmem nem nós nunca encontramos. Dizia ter um vídeo que mostrava a imagem distorcida de algo grande, pairando sobre a casa dele.”

Um dos dias em que ela chegou para trabalhar ele estava diferente, parecia estar com muito medo e a chamou e pediu para dispor de seus serviços por mais um ano, mesmo se ele não estivesse ali. Tudo pago antecipadamente, é claro.

Na outra vez em que ela foi na casa trabalhar, ele não estava mais, havia muita desordem na casa, como se tivesse sido revistada, revirada por curiosos, mas foi só aquela vez. Desde então ela nunca mais havia visto Seu Sérgio.

João perguntou a ela se havia sumido alguma coisa, mas ela não se lembrava, apenas reclamou que os papéis do Seu Sérgio, naquele dia, estavam todos jogados no chão. Ela juntou tudo e colocou em um envelope.

Perguntei se eu podia ver e ela me passou. Entre as diversas contas pagas, propagandas de cartões e outras coisas, estava uma pequena pasta de plástico com algumas folhas impressas que eu e João levamos para ler.

Combinamos que João, pela experiência, leria primeiro e eu depois. Na primeira página estava escrito Doc1 que hoje, eu escaneei e agora coloco para vocês aqui no grupo, junto com um vídeo que gravei.

“Confesso que foi difícil enviar sem acrescentar nada. João ficou uma semana com o texto. Me falou que leu ao menos uma dúzia de vezes antes de me entregar. Eu mesmo li diversas vezes e nem sei se acredito no que Sérgio escreveu.”

“Pobre Sérgio, pensei comigo mesmo, saiu de casa para ver a família e nunca chegou lá. O carro estava fechado em um estacionamento. Foi encontrado há quase um ano atrás, perto de onde a mãe e irmã dele moravam e não havia ninguém ou nada dentro dele.”

“João e eu fomos procurá-las, mas não estavam morando mais lá. O estranho é que alguns dos vizinhos não se lembravam de nenhuma mudança saindo da casa, enquanto outros nem mesmo se lembravam delas. Mas um deles, um casal que morava na casa ao lado, tinha fotos das duas mulheres e do próprio Sergio em uma festa de aniversário na casa e nos mostrou. Eu e João voltamos em um silêncio amargo para nossas casas, e ele estava muito preocupado que pudesse acontecer o mesmo conosco.”

“A última vez que vi João foi há uma semana. Ele estava estranho, me contou que na noite anterior, ele tinha saído para beber com seus amigos da polícia. Quando chegou em casa viu que tinha alguma coisa lá dentro. Pensou em algum bandido que ele capturou em seus anos de trabalho, mas quando as luzes e os eletrodomésticos ligaram e desligaram sozinhos diversas vezes, ele pensou imediatamente em Sérgio. Achou que algo se aproximava dele e puxou a arma disparando em diversas direções, mas não atingiu nada. Ele me ligou no meio da noite para me alertar que estávamos em perigo. “

“Depois disso eu instalei câmeras de vigilância em minha casa e até investi em uma câmera termográfica e um sensor eletromagnético. Mas dentro de mim sinto que estou sendo constantemente observado.”

“Estou me preparando para fugir desde que João sumiu. Vizinhos dele disseram que ele se mudou, mas quando fui até a casa, vi pelas janelas que os móveis estavam lá dentro, mas tive a impressão de que alguém, ou algo havia revirado o lugar. O carro dele continuava trancado e do lado de fora, empoeirado.”

“Tenho escutado zumbidos estranhos à noite e às vezes sinto que estou sendo observado.”

“Amanhã volto a postar no grupo. Vou ao meu quarto pegar documentos e mais algumas coisas.”

“Até…”

***

– Que bom ver o grupo reunido de novo – diz Ana – estamos quase todos aqui na sala virtual. É a terceira reunião que Carlos falta.

– Eu moro no mesmo bairro que ele – fala alguém bebendo o que parecia ser um copo de água – passei na frente da casa dele hoje e estava tudo abandonado, uma das janelas inclusive estava aberta, móveis lá dentro, só que parecia uma casa fantasma.

– Como ninguém comentou nada, ele continuou. Vocês leram o material que ele mandou? O doc1? Viram o vídeo?

Todos assentiram positivamente.

– Parece que alguém da família deu queixa de desaparecimento – falou Ana com a voz quase sumindo de tão baixa.

Um silêncio mortal tomou conta da sala virtual.

Fim

Um conto de Swylmar Ferreira.                                                   Em 20 de março de 2025.

Imagem gerada por IA.

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Publicado às 22 de março de 2025 por em Contos e marcado .

A saga de um andarilho pelas estrelas

DIVULGAÇÃO A pedido do autor Dan Balan. Sinopse do livro. Utopia pós-moderna, “A saga de um andarilho pelas estrelas” conta a história de um homem que abandona a Terra e viaja pelas estrelas, onde conhece civilizações extraordinárias. Mas o universo guarda infinitas surpresas e alguns planetas podem ser muito perigosos. O enredo é repleto de momentos cômicos e desconcertantes que acabam por inspirar reflexões sobre a vida e a existência. O livro é escrito em prosa em dez capítulos. Oito sonetos também acompanham a narrativa. (Editora Multifoco) Disponível no site da Livraria Cultura, Livraria da Travessa, Editora Multifoco. Andarilho da estrela cintilante Por onde vai sozinho em pensamento, Fugindo dessa terra de tormento, Sem paradeiro certo, triste errante? E procurar o que no firmamento, Que aqui não encontrou sonho distante Nenhum outro arrojado viajante? Volta! Nada se perde com o tempo... “Felicidade quis, sim, encontrar Nesse vasto universo, de numerosas, Infinitas estrelas, não hei de errar! Mas ilusão desfez-se em nebulosas, Tão longe descobri tarde demais: Meu amor deste lugar partiu jamais!”

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Bom dia.
Aproveito este espaço para divulgar o livro da escritora Melissa Tobias: A Realidade de Madhu.

- Sinopse -

Neste surpreendente romance de ficção científica, Madhu é abduzida por uma nave intergaláctica. A bordo da colossal nave alienígena fará amizade com uma bizarra híbrida, conhecerá um androide que vai abalar seu coração e aprenderá lições que mudará sua vida para sempre.
Madhu é uma Semente Estelar e terá que semear a Terra para gerar uma Nova Realidade que substituirá a ilusória realidade criada por Lúcifer. Porém, a missão não será fácil, já que Marduk, a personificação de Lúcifer na Via Láctea, com a ajuda de seus fiéis sentinelas reptilianos, farão de tudo para não deixar a Nova Realidade florescer.
Madhu terá que tomar uma difícil decisão. E aprenderá a usar seu poder sombrio em benefício da Luz.

Novo Desafio EntreContos

Oi pessoal, o site EntreContos - Literatura Fantástica - promove novos desafios, com tema variados sendo uma excelente oportunidade de leitura. Boa sorte e boa leitura.

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